Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

'Che' e black blocs

Como vivemos a era da covardia, o que não é politicamente correto não é dito – ainda que precise – providências não são tomadas – ainda que urgentes.

11/10/2013 às 11:18

Como vivemos a era da covardia, o que não é politicamente correto não é dito – ainda que precise – providências não são tomadas – ainda que urgentes – e a vida segue em ritmo de hipocrisia com os que governam pensando nas eleições que acontecem de dois em dois anos. Incomoda-me profundamente a postura das forças de segurança que, pressionadas pelos celulares que gravam tudo e pelos excessos de alguns defensores dos direitos humanos, simplesmente não reagem. Um dia seus chefes dizem que podem usar bala de borracha, no outro proíbem... O governador não sabe o que fazer, ata as pernas do comandante-geral, que vacila diante dos oficiais, que desautorizam os soldados e...

Não é possível que não tenhamos reagido com o necessário rigor às badernas dos tais “black blocs”. Eles estão desafiando a lei, destruindo as cidades e inibindo milhões de brasileiros de irem às ruas porque, quem tem juízo, por mais que queira gritar contra os vândalos do poder, não tem coragem de ficar perto dos vândalos sem rosto. Na origem, esses grupos de mascarados, vestidos de preto, se ajuntam num protesto anarquista para lutar contra globalização, capitalismo e outras mazelas do mundo moderno. Os nossos saem quebrando e incendiando.  E neste país de covardes, quem os critica é contra a liberdade. Imaginemos se a moda pega e todos nós adotemos a “causa”, primeiro para quebrar fast-foods, bancos e outras multinacionais, depois, a TV que não nos agrada, o vereador que votou contra nosso interesse e... Alguém precisa dizer a essa turma que seus pais também foram para a luta, na rua, de cara limpa... Aliás, cantaram junto com Cazuza “Brasil, mostra sua cara!”.

 Há 46 anos foi fuzilado um símbolo dos revolucionários. Os que amam têm mil motivos para endeusar Che Guevara. Os que odeiam têm um milhão para contrapor. Uma coisa ninguém pode negar: de família de classe média, médico, trocou tudo pelo sonho de uma América Latina diferente e, quando obteve a primeira vitória deixou o companheiro Fidel com o poder (interminável) e foi em busca de novas lutas. Sempre de cara limpa. E com uma estrela na testa para não deixar dúvidas qual era a sua causa. Deixou uma frase inesquecível: “Há que endurecer-se, porém, sem jamais perder a ternura”. Por que os mascarados não se unem a professores, operários, brasileiros indignados para fazer a mudança pela força do argumento?
.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    O erro só foi descoberto porque o corpo do homem estava demorando para ser liberado

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Bombeiros suspeitam que o motorista pode ter sofrido uma parada cardíaca

    Acessar Link