Eduardo Costa

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06/05/2013 às 02:13

Nós, repórteres, nos habituamos a trabalhar de janeiro a janeiro, não importando se é feriado, dia santo ou fim de semana prolongado. Exceção das folgas e férias, não é permitida a esse tipo de profissional – assim como médicos, policiais e outros – a programação de eventos e viagens porque cada dia revela uma surpresa. Mas, tudo bem. Não se trata de um lamento. É apenas o preâmbulo para justificar certa preguiça que tenho em relação ao Carnaval e que, possivelmente, decorre de trinta anos sem poder curti-lo. E, a cada olhar, em cada imagem há sempre algo que interessa mais do ponto de vista jornalístico que pessoal. É o preço que se paga por gostar da profissão. Entre um plantão e outro, duas viagens a Roças Novas, pouco mais de 30 quilômetros de Belo Horizonte, mas que, na sexta e no sábado últimos duraram mais de duas horas e meia. É uma verdadeira loucura. A cada curva, a gente tem a sensação de que vai morrer. Ou de raiva, porque o trânsito não anda. Ou debaixo de uma carreta quando, finalmente, o carro percorre alguns quilômetros a 60 quilômetros por hora e enfrenta os mais longos veículos que o homem já imaginou, com 40, 50 toneladas e a 100, 110 quilômetros por hora. Lá, no tal hotel, sempre familiar, agora você já vê moças de mãos dadas e afagos pouco comuns (o que é bom, mostra a diversidade se assumindo) e dois meninos (ou jovens) de uns 12 ou 13 anos numa troca de carícias assustadora, dentro da piscina e ao lado de todas as crianças. Será que estou ficando careta? Ou passaram de todos os limites? De volta à capital, uma caminhada pela área central: quanta gente mutilada, mental ou fisicamente. Quantos moradores de rua entregues à própria sorte, os viciados se esbaldando no crack e aquelas donas que fazem programas a R$ 5 na Praça Rio Branco a desafiar a chuva, os vendedores de passagens clandestinas e os ratos (que tamanho de rato) que, atraídos por tanto lixo, tanto descuido e tanta miséria, sentem-se donos do pedaço. Ouvir rádio? No meu caso, que gosto das coisas do lugar, a opção seria o Carnaval do Arrudas... Carnaval? Melhor ir para a televisão, onde as mesmas figuras do ano inteiro (Ronaldinho, Galisteu, Brunet), essa gente que adora aparecer está lá, de novo, caçando holofotes. Que chatice! Acho que estou ficando velho... Aí, de repente, converso com o superintendente do Instituto Mário Pena e ele me diz que, hoje, nada menos que 345 mil pessoas estão doando, via conta telefônica, para manter essa obra fantástica contra o câncer. Não, não está tudo acabado. Há, sim, uma celebridade que me emociona... É o doutor João de Resende Alves, o fundador do Mário Penna que, lá de cima, de um plano literalmente superior, comemora o sucesso de uma obra de Deus. O Brasil tem jeito!

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