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Bom senso evita tragédias

Uma combinação de ações da Polícia Militar com o Ministério Público passou despercebida pela maioria das pessoas, mas é digna de análise por parte...

17/02/2016 às 01:42

Uma combinação de ações da Polícia Militar com o Ministério Público passou despercebida pela maioria das pessoas, mas é digna de análise por parte daqueles que querem uma cidade solidária, alegre e, acima de tudo, responsável. Sabendo que Ricardo Machado Scheib pretendia pôr na rua o bloco “Aloprado” no sábado último, a PM procurou o Ministério Público e fez algumas ponderações. A promotora Claudia Ferreira de Souza analisou a situação e recomendou que a festa fosse proibida. No sábado, pela manhã, policiais militares ocuparam a Avenida Francisco Sá, local do desfile, e alguns foliões mostraram-se frustrados. Seguramente, haveria uma gritaria generalizada contra as autoridades, não fosse acontecimento de algumas horas antes, mostrando o acerto do impedimento.

Em seu documento, a promotora faz uma série de considerações, como o fato de que, já em 2015, o bloco havia causado inúmeros transtornos, com a comercialização de recipientes de vidro, sem o devido controle, perturbação do sossego, poluição sonora, inobservância das normas de segurança específicas para eventos; o fato de que, no ano passado, público estimado em 20 mil pessoas haviam participado, com a expectativa de aumento, por causa do sucesso do Carnaval em Belo Horizonte em 2016, mais o fato de que a avenida não favorece a dispersão de público em caso de emergência e que “o trecho da Avenida Francisco Sá, entre Avenida Amazonas e Rua Platina, no Prado, está inserido em área de risco de inundação, sendo imprevisíveis as consequências que podem advir caso haja aglomeração de pessoas no local e precipitação das chuvas”. A promotora ainda considerou que havia previsão de chuva para aquele dia, mais o fato de que a Prefeitura, por intermédio da Belotur, tentara negociar com o responsável pelo evento, porém houve insistência em realiza-lo conforme o programado.

Com a recomendação do Ministério Público, a PM foi para a Avenida Francisco Sá na manhã do dia 13, mas, no íntimo cada um dos policiais escalados já sabia que não haveria dificuldades para dispersar a multidão. É que, na noite de sexta, a algumas ruas do local em que o bloco pretendia concentrar, uma mulher de 59 anos morreu, afogada, debaixo de um automóvel, tamanha a força das enxurradas, durante um temporal que justificou todas as preocupações das autoridades e mostrou, mais uma vez, que a diversão deve caminhar junto com a prevenção: não basta marcar com a turma e entupir uma rua de gente; pode ser lindo, mas, é perigoso... É preciso planejar, conversar, pedir autorização, sinalizar, orientar e ter rotas de fuga em caso de emergência... Imaginem se aquele toró de sexta caísse no sábado, com 20 mil pessoas na Francisco Sá!

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