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Barbosa versus Lewandowski

Barbosa versus Lewandowski

06/05/2013 às 02:13

Dia desses, no rádio, fui instado a comentar as frequentes divergências de análises entre os juízes relator e revisor da ação que tratamos de “mensalão” e faz história no Supremo Tribunal Federal. Como quase sempre acontece, a pergunta veio à queima-roupa e exigiu resposta imediata, de improviso. Dei uma resposta que me deixou orgulhoso, mais tarde, ao verificar sua profundidade e o quanto era fruto de minhas convicções, razão pela qual quero repeti-la neste espaço. Disse, inicialmente, que a ninguém cabe julgar ou mesmo questionar uma decisão de ministro da nossa mais alta corte, sobretudo quando o crítico não detém informações detalhadas do processo, conhecimento do arcabouço jurídico ou mesmo capacidade técnica de julgamento. Mas, na condição de cidadão, pagador de impostos, maior de idade e indignado com a interminável roubalheira que assistimos desde 1500, ousei explicar – sob minha ótica - as razões dos votos de cada um deles. Ali, na figura dos dois juízes, estão dois países: o Brasil de Lewandowski, pelo próprio sobrenome, pela história de vida e a cor da pele é aquele em que a elite usa todo o seu conhecimento, sua capacidade de convencimento e a força da coerção, para manter as coisas como estão e justificar as atitudes dos que mandam, ainda que pareçam inaceitáveis aos olhos da grande massa; na outra cadeira, o país de Barbosa que, pelo sobrenome, a cor da pele e a história de vida, cansado de ver a mesma turma se locupletar, arrogante, nos obrigando a aceitar explicações que podem até ter amparo legal, mas, aos olhos de Deus, são imorais. Joaquim é apenas o terceiro negro em 102 anos da nossa Suprema Corte. Barbosa sabe o que é estudar em escola pública, chegar ao emprego público pelo concurso, enfim, conseguir as coisas por esforço próprio... Ao longo da vida, viu que é a caneta de um governador que faz o desembargador e outra caneta, de presidente, movida a interesses e jogos partidários, que nomeia ministro. Ele não pode falar no STF nestes termos, mas, tenho certeza, está é cheio de tanta safadeza. Nós também. Se essa turma não formou uma quadrilha para saquear os cofres públicos, se esses marginais travestidos de banqueiros, publicitários e líderes partidários não merecem a cadeia, então que Barbosa vá para a Alemanha tratar da saúde e dê um jeitinho de nos levar depois... Estamos todos doentes... De raiva!

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