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Avião tá pior que vermelhão

Avião tá pior que vermelhão

06/05/2013 às 02:13

Pergunte a um cidadão pobre de Ribeirão das Neves, Santa Luzia ou outra cidade da região metropolitana qual é a maior chateação de sua vida e ele responderá sem pestanejar: “É o vermelhão”. A cor é a referência dos ônibus que ligam 34 municípios à capital, são (ou deviam ser) fiscalizados pelo DER – Departamento de Estradas de Rodagem e apresentam um sem número de razões para atazanar a vida dos usuários: horários irregulares, sempre lotados, péssimo estado de conservação e trafegando por buracos e dentro de um tráfego caótico, no qual nunca se tem certeza de que hora o coletivo vai passar, muito menos quando se chegará ao destino.

Pois, tenho um consolo para esses sofredores ignorados pelas políticas públicas do Brasil: quem ganha um pouco mais ou precisa de deslocamentos maiores já está sofrendo quase o mesmo tanto. Na verdade, quando consideramos que os vôos são a rotina de executivos e outros profissionais que trabalham por metas, em permanente companhia do estresse, pode-se dizer que o avião está pior.

Nos aeroportos, lotação não é sinônimo de ônibus dos pobres, mas de fila nos guichês de confirmação, falta de assentos nas salas de embarque, fila apressada para se chegar ao aparelho e, lá dentro... Ah, lá dentro, o sorriso dos comissários – salvo raríssimas exceções – já soa meio falso, protocolar, obrigatório. O ato de ajeitar as malas é mais ou menos igual um passeio pelo shopping Oi no sábado de manhã: haja empurrões, pancadas na cabeça, mala caindo, desculpa daqui, desculpa dali, Deus nos acuda.

O problema é que uns 60, 70 por cento dos que estão viajando de avião atualmente o fazem pela primeira vez. Isso é ótimo, do ponto de vista de uma sociedade desigual, mas, convenhamos, muita gente inexperiente significa o famoso bate-cabeça e um comportamento,digamos, barulhento.

Mas, sejamos honestos, eles não são o grande problema e sim uns 20, 30 por cento de novos ricos, os que já viajavam pelo ar e, ultimamente, com a popularização do meio de transporte, pensam que compram o aparelho e não uma passagem. Exibicionismo, desfile de ostentação durante o vôo toda e, principalmente, filhos mal educados.

É duro aguentar um menino mal criado por oito, dez, doze horas... Chora, faz birra, briga, bate o pé no banco da frente, joga refrigerante nos outros, grita e o pai (ou a mãe) repetindo a mesma frase: “Filho, fica quieto!”. E você ali, espremido, por cadeira que não cabe a gente nem na horizontal, nem na vertical e muito menos de lado. Torcendo para que aquela batata frita que agora chamam de lanche não chegue nunca e a viagem termine logo.

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