Eduardo Costa

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Até que enfim!

Até que enfim!

06/05/2013 às 02:13

A semana nos animou com duas notícias. A primeira é a de que o juiz do I Tribunal do Júri de Belo Horizonte acatou a denúncia do Ministério Público contra Felipe Júdice Lunardi, de 24 anos, e determinou o julgamento por homicídio doloso, considerando que ele assumiu o risco pelo resultado morte, dolo eventual, por meio da sua conduta ao dirigir o veículo.

De acordo com as investigações, ele estava em alta velocidade na BR 356, próximo ao Bairro Belvedere, na noite de 19 de abril de 2009, quando atropelou e matou o policial rodoviário estadual Denilson Geraldo de Oliveira, de 40 anos. O cabo Denilson atendia a um acidente, socorria feridos, com a pista devidamente sinalizada, com placa e cones, além dos veículos da PM com as luzes de alerta ligadas. De repente, apareceu o carro do estudante que passou por cima de tudo e o atingiu em cheio. Ele sofreu por doze dias e morreu. Um exame confirmou que Felipe estava bêbado.

A outra boa nova vem de Brasília: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou ontem que vai intensificar contatos com senadores e deputados para aprovar, o mais rápido possível, mudanças no texto da lei seca - que criminaliza o uso de álcool ao volante - e combater a impunidade de motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro. “Nossa idéia é combater a sensação de impunidade, que volta a fazer com que as pessoas se sintam livres para beber e dirigir”, disse ele.

Queira Deus que nosso Congresso, tão alheio aos graves problemas nacionais seja sensível a essa iniciativa do governo. Não é mais possível tolerar a irresponsabilidade dos que insistem em conjugar bebida e volante. Dia desses, um homem já idoso bateu em dois carros na região Nordeste de Belo Horizonte e, horas depois, na delegacia, quando indagado por que bebia, fez graça sem criatividade:  “Bebo porque é líquido; se fosse sólido, comeria”. Outro bebeu em Paraopeba, dirigiu 80 quilômetros até Belo Horizonte e foi bater o carro no gradil do Palácio da Liberdade. Por que bateu? “Porque o sinal fechou, ora”, disse ele. Seria engraçado não fosse trágico, seríamos compreensíveis não tivéssemos tantas vítimas, com sequelas graves, na maioria das vezes atingindo gente em plena capacidade produtiva. O Brasil precisa reagir; o Brasil somos nós.

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