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As (muitas) viagens no trem

...A começar pela própria janela que, para saudosistas, seguramente combinava mais quando aberta. Ora, o conforto do ar condicionado tem um preço...

21/01/2015 às 09:37

Se do lado de dentro o ritmo constante, suave e antiestresse faz bem ao coração, as visões que se tem a partir do interior de um trem produzem incontáveis devaneios, infinitas viagens e filosofias. A começar pela própria janela que, para saudosistas, seguramente combinava mais quando aberta. Ora, o conforto do ar condicionado tem um preço... Sem falar na segurança, considerando os arroubos da adolescência, com inevitáveis tentações de se colocar parte do corpo para fora, mais o risco concreto de apedrejamento dependendo de onde os vagões estão passando.

Mas, lá fora, tem matas com aspecto de virgens, casinhas enfiadas no meio da imensidão verde, eventualmente a fumaça de um fogão a lenha, o gado, de leite e de corte, muitos cavalos “pangarés” e alguns de raça... Tem tudo que a roça tem. Aí, a pergunta que não quer calar: pode faltar terra para alguns milhares de irmãos com tanta área inexplorada? Junto com o trem serpenteia o Doce, ou, o que sobrou do rio... Dá dó! Na maioria dos trechos apenas filetes d´água, pedras à mostra e indicativos seguros de que o futuro é assustador. A duplicação da rodovia 381 segue o ritmo do trem – que lentidão! Mas, se como o trem, a nova estrada chegar aleluia!

Queria muito voltar ao trem para comparar as comunidades de hoje com as de 40 anos atrás quando fui a um casamento em Tumiritinga ,a convite do amigo Iberê. Não digo cidades e sim comunidades porque é uma visão simplista, a partir do trem e apenas no raio de visão disponível. Que tristeza! Tudo do mesmo jeito em Barra do Cuieté... Olarias, casebres, abandono... O tempo parou por ali. Passando por Conselheiro Pena folheava a autobiografia de Nelson Mandela e cheguei ao ponto em que um chefe tribal procurou a mãe dele e disse que, em retribuição à ajuda do ex-marido, queria agora ajudar um dos filhos... Pois foi exatamente em Conselheiro que o político José Laviola apadrinhou um dos filhos pobres de uma eleitora e deu o empurrão necessário para que tivéssemos hoje, em Minas, o ótimo doutor Lauri Jorge Pereira. E veio Aimorés, a divisa, terras capixabas... Chegamos! Depois, falo sobre o que encontramos na praia.


Leia o primeiro artigo sobre da série: Êta trem bão!

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