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As cartas de um novo tempo?

As cartas de um novo tempo?

06/05/2013 às 02:13

Deu no jornal: o e-mail, as redes sociais e um sem número de contatos que a internet oferece estão diminuindo entre nós o hábito de escrever cartas. Nos primeiros nove anos dessa década, o número de correspondências pessoais caiu 35 por cento. À exceção de 2002, a queda é sentida ano após ano, numa clara demonstração de que é irreversível. Quem não percebeu ainda a mudança pode dar uma parada na porta do prédio e verificar a correspondência: o que não é mensagem dirigida, de associações de classe ou prestadores de serviço, é conta para pagar. É claro que muitos ainda se dão ao trabalho e ao prazer de escrever uma missiva – ano passado foram cerca de 2,5 bilhões de brasileiros. Mas, considerando que em 2000 foram 3,7 bilhões, estamos em queda livre. As cartas são inesgotável fonte de inspiração. Vez por outra a gente tem acesso a correspondências entre famosos que nos permitem verificar sentimentos e fatos de uma época, razões de providências que foram ou não tomadas e amores nunca confessados em público. Para o repórter, as cartas podem significar um pedido, uma denúncia ou um elogio, mas sempre são reveladoras. Tenho cerca de 300 cartas guardadas e, um dia, quando estiver trabalhando menos no factual, ainda escrevo alguma coisa sobre elas e suas curiosidades: existem as de folgados (que querem qualquer coisa, de tijolo para o barraco até viagem a lua), os desesperados (a mãe que já não sabe o que fazer com o filho viciado em drogas), os indignados (que falam mal da mãe de todos os políticos que consegue relacionar), os carentes (escrevem porque têm necessidade de serem ouvidos)... Enfim, existem mil razões, mas, sempre, nunca uma carta é só o papel... Ela tem alma.

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