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Área hospitalar ou área do medo?

Área hospitalar ou área do medo?

06/05/2013 às 02:13

Que bom que o Hoje em Dia entrou com tudo numa bandeira já levantada nessa coluna a respeito da área hospitalar de Belo Horizonte. E, melhor ainda, que legal que o jornal exige não uma providência simplória, policialesca, higienista, mas uma postura de saúde pública, de ordem social, capaz de separar deserdados de espertalhões, moradores de rua de vagabundos, usuários de drogas de marginais.

Há algumas semanas, publicamos neste espaço e-mail de um cidadão que ficou perplexo com o fato de que não podia visitar o tio no hospital São Lucas, tamanho era o número de pessoas que faziam barulho, praticavam crimes e se portavam como loucos nas imediações. A repercussão foi imediata: o provedor da Santa Casa, Saulo Coelho, agradeceu que, enfim, apareceu alguém para falar do drama do cotidiano; o secretário de políticas urbanas de Belo Horizonte, Pier Senezi, determinou imediata ação da fiscalização e prometeu ação.

Há um consenso: nas imediações da Santa Casa, do Hospital das Clínicas, do Pronto Socorro João XXIII, enfim, na chamada área hospitalar, há proliferação de problemas sociais e criminais: pessoas que perderam a referência misturam-se a outras que estão tomadas pelo uso das drogas e àqueles que, diante de um ambiente deteriorado, encontram terreno fértil para a prática de crimes.

Para você entender melhor, caro leitor, volte um pouco no calendário: se lembra daqueles tempos em que os ladrões avançavam nas pessoas e roubavam o que tinham de valor em pleno centro da cidade? Com a retirada dos camelôs, acabou aquele festival de roubalheira... Os méritos ficaram com o então prefeito Fernando Pimentel... Façamos de contas que foi ele, de fato, quem promoveu a mudança...

Alguns idiotas (sou um deles) se esforçaram enquanto outros ganharam dinheiro e prestígio político. Tudo bem. O que importa é que, mesmo tendo hoje a metade do efetivo que tinha três décadas atrás, a sexta companhia da PM consegue controlar o centro, com a ajuda das câmeras e o afastamento do clima de confusão, favorável aos bandidos.

É isso que estamos pedindo para a área hospitalar: não apenas uma ação policial, com prisões e repressão... Mais que isso, trabalho conjunto, de assistentes sociais, separando quem precisa de ajuda de quem merece cadeia... Mas, acima de tudo, garantia de tranquilidade dos que precisam visitar seus entes queridos nos hospitais da região... É pedir muito?

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