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Apagão do bom senso

Apagão do bom senso

06/05/2013 às 02:13

Há muitos anos tenho repetido na Itatiaia que vai entrar para a história o prefeito capaz de dar respostas honestas em dois ou três dias aos cidadãos de Belo Horizonte quando estes pedirem providências em relação a duas coisas básicas: respeito à lei do silêncio e poda ou corte de árvore cuja saúde ou posição coloque famílias em risco.

E fico impressionado diante da falta de vontade política e/ou criatividade dos administradores da cidade para mudar o quadro. O exemplo mais recente de nossa vulnerabilidade foi a chuva de quinta-feira. É claro que não é época de temporal, muito menos com aquelas rajadas de ventos. Também é certo que estamos num país pobre, com apenas alguns quilômetros de rede subterrânea e, se vierem ventos de 70, 80 quilômetros por hora, com certeza teremos consequências graves, pois, árvores, placas, telhados e um sem número de objetos vão cair em cima das redes, ocasionado falta de energia e toda sorte de consequências.

Mas, será necessário acontecer desastres naturais para que nossas falhas sejam exaltadas? Vamos esquecer centenas de milhares de famílias sem luz, o comércio com seus prejuízos e outros inconvenientes e nos fixar apenas em uma imagem que foi bem explorada pelas redes de TV: na rua Lagoa da Prata, bairro Salgado Filho, região Oeste de Belo Horizonte, um ônibus teve sua frente destruída ao bater em poste, derrubado por uma árvore. Fiquei olhando e imaginando: se aquele poste cai no meio do coletivo (lotado porque é assim que todos andam as 7 e meia da noite). A metade dos passageiros morreria com o impacto da pancada; os demais pulariam apavorados do coletivo e, então, sem a proteção dos pneus do ônibus, morreriam eletrocutados.

Aliás, quando a chuva começou, na noite de quinta, eu estava dentro do carro na avenida Raja Gabaglia, região Centro-Sul, e fiquei impressionado com o balançar das árvores. No dia seguinte, quando soube das consequências, mais uma vez reforcei minha convicção de que Deus existe e ele protege a nós todos. O tempo todo. Mas, por que a gente não toma providências efetivas? Por que, enquanto não se tem os resultados do esforço conjunto da Prefeitura, Cemig e Universidade de Lavras (de elaboração do primeiro censo das árvores) não fazemos uma blitz de emergência, com poda, corte e substituição das árvores em situação delicada? Será que vamos ter de esperar uma tragédia como a do Parque Municipal, onde só a morte de uma mulher viabilizou um trabalho de avaliação de cada uma das espécies e corte de quase 300 das árvores?

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