Eduardo Costa

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Nasceu na simplicidade, enfrentou a intolerância, foi perseguido, morto e crucificado. Foi divisor de águas, zerou o calendário e até hoje nos provoca calafrios.

24/12/2014 às 09:52

Não dá para não pensar no dono da festa. Nasceu na simplicidade, enfrentou a intolerância, foi perseguido, morto e crucificado. Foi divisor de águas, zerou o calendário e até hoje nos provoca calafrios. Neste dia, quando a hora vai passando, noite chegando, junto com as lembranças, de mamãe, papai e tantas pessoas queridas, imagino o que Ele queria que eu destacasse nos meus pensamentos. E, de novo, vem o sonho de mais igualdade entre as pessoas. Quem pode iluminar as reflexões?

Darcy Ribeiro é minha referência de intelectual. De tão profundo conhecedor de nossa gente, escreveu “O Povo Brasileiro” de consulta obrigatória para quem quer entender o Brasil. E lá, entre temas tão instigantes, está a questão dos negros. Escolhi dois trechos:

“... As atuais classes dominantes brasileiras, feitas de filhos e netos de antigos senhores de escravos, guardam, diante do negro, a mesma atitude de desprezo vil. Para seus pais, o negro escravo, o forro, bem como o mulato, eram mera força energética, como um saco de carvão, que desgastado era facilmente substituído por outro que se comprava. Para seus descendentes, o negro livre, o mulato e o branco pobre são também o que há de mais reles, pela preguiça, pela ignorância, pela criminalidade inata e inelutável. Todos eles são tidos consensualmente como culpados de suas próprias desgraças, explicadas como características da raça e não como resultado da escravidão e da opressão. Essa visão deformada é assimilada também pelos mulatos e até pelos negros que conseguem ascender socialmente, os quais se somam ao contingente branco para discriminar o negro-massa...”

“... A nação brasileira, comandada por gente dessa mentalidade, nunca fez nada pela massa negra que a construíra. Negou-lhe a posse de qualquer pedaço de terra para viver e cultivar, de escolas em que pudesse educar seus filhos, de qualquer ordem de assistência. Só lhes deu, sobejamente, discriminação e repressão. Grande parte desses negros dirigiu-se às cidades, onde encontraram, originalmente, os chamados bairros africanos, que deram lugar às favelas. Desde então, elas vêm se multiplicando, como a solução que o pobre encontra para morar e conviver. Sempre debaixo da permanente ameaça de serem erradicados e expulsos”.

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