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Ah, o rádio!

Os estudiosos do rádio no Brasil têm o habito de dividir a história em décadas. Assim, as de 20 e 30 foram de pura novidade; nos anos 40 veio, com Getúlio Vargas, a convicção de que o veiculo...

31/05/2013 às 04:40

Os estudiosos do rádio no Brasil têm o habito de dividir a história em décadas. Assim, as de 20 e 30 foram de pura novidade; nos anos 40 veio, com Getúlio Vargas, a convicção de que o veiculo poderia ser usado politicamente, e, com grandes talentos como Paulo Gracindo e Ari Barroso os programas de auditório; nos anos 50 o susto com a chegada da TV e as previsões dos mais pessimistas de que era o fim; nos anos 60 e 70 o rádio AM trocava os apresentadores pelos disc  jockeys enquanto surgia o FM que, pela qualidade do som, parecia nova ameaça ao velho AM; nos anos 80 e 90, as grandes emissoras trocaram disc jockeys por comunicadores, passaram a veicular a mesma programação nas ondas do AM e do FM e, já na virada do milênio, uma verdade sobressaí, pelos menos para os amantes do rádio como eu: o veículo não vai acabar nunca.

Trouxe essas reflexões para preparar o terreno no qual quero, mais uma vez, falar do meu encantamento pelo veículo. Os ouvintes, por mais fiéis que sejam, não podem sequer imaginar o que acontece numa emissora como a Itatiaia que, embora receba e transmita programação via satélite e tenha toda a tecnologia pronta para receber o sistema digital, continua se rendendo aos anseios dos mineiros, desde a transmissão de um jogo de futebol onde quer que ele seja, anunciando o sumiço de um gato ou mandando abraços singelos para um monte de gente.

Sabe qual foi uma das últimas? Um senhor, chamado José Vasconcelos, ligou, preocupado, pedindo para anunciar que, na noite anterior, um cidadão tentava se equilibrar numa moto em frente à oficina de dele. Percebendo a embriaguez do condutor, José tomou a moto, a guardou na loja e avisou que devolveria no dia seguinte, com o que o motociclista concordou, acrescentando que dormiria por ali mesmo, na calçada. O problema é que o dono da moto sumiu e, 24 horas depois, o mecânico temia ser acusado de furto ou receptação da moto. Ligou para a rádio. Feito o anúncio, apareceu um homem chamado Marcos, dizendo que um amigo dele, Fernando, tem um pai que tivera a moto tomada de assalto e parecia ser aquela. Nome do pai: João. Outra senhora ligou dizendo que o irmão, também chamado João, fora vítima de furto da motocicleta. Fizemos a ponte e o veículo foi entregue. Resumindo: o João tomou todas, contou mentira em casa e o rádio cuidou de por as coisas no seu devido lugar.


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