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Afinal, quem apoia? E em nome de quem?

Afinal, quem apoia? E em nome de quem?

06/05/2013 às 02:13

Uma campanha eleitoral é sempre única. Propicia-nos a festa da democracia, debates calorosos, promessas tentadoras e, para os que carecem de tudo, a chance maior de um pedacinho de asfalto ou a tão sonhada inauguração de um equipamento público. Mas, o que de fato salta aos olhos é a perplexidade que os candidatos e seus apoiadores são capazes de nos provocar. Um exemplo? Repare só o que dizem os dois candidatos mais bem posicionados na pesquisa sobre o atendimento de urgência na saúde: o ex-prefeito diz que doença não tem hora para chegar e, portanto, vai abrir postos 24 horas também no sábado... Mas, não explica por que só agora descobriu isso... O atual prefeito não deixa por menos e promete mais postos e todos funcionando dia e noite, inclusive aos sábados, domingos e feriados... Mas, não diz por que vai esperar janeiro para tomar tal providência. No entanto, o objetivo deste texto é demonstrar outro tipo de espanto. Refiro-me a dirigentes esportivos, sindicais e de outras entidades que aparecem na propaganda eleitoral declarando apoio a esse ou aquele candidato. Faço o maior esforço para entender. No caso de uma central de trabalhadores - a Força Sindical, por exemplo - imagino que o apoio é gratidão ao candidato do Governo do Estado, tucano, que liberou verbas, fez convênios e sempre a tratou bem, não por simpatia, mas para contrapor aos fortes laços entre CUT e o PT. Quando penso em um só sindicato - o dos taxistas, por exemplo - compreendo: afinal, além de ignorar o grito dos auxiliares por licitação de todo o sistema, o atual prefeito deu ordens à Bhtrans para esquecer seus planos de identificação do condutor em ação pelas digitais (uma forma de garantir que, de fato, o dono do carro está no batente) e ainda prometeu liberar mais um auxiliar – parente – para trabalhar junto com o permissionário. Se estes líderes de trabalhadores têm posições éticas ou oportunistas (ficar com quem está no governo é mais fácil), se consultaram suas bases ou não, deixemos prá lá. E no caso dos times de futebol? Atlético, Cruzeiro e América estão sempre do mesmo lado. E com quem está no poder. Seus presidentes têm o direito de escolher e pedir votos para o candidato de sua preferência. Mas, creio que têm o dever de dizer que a posição é pessoal. A procuração que têm não é abrangente o bastante para o exercício maior da cidadania que é direito individual e inaliável.

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