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Afinal, o que nos reserva o futuro?

Afinal, o que nos reserva o futuro?

06/05/2013 às 02:13

Dizem que as mudanças e as inovações tecnológicas são tão aceleradas nos dias de hoje que se alguém realmente quiser ficar sabendo de tudo e dedicar nove horas todo dia só para saber “das últimas” ainda será insuficiente. Pois, bem... Sabe que quanto mais sinto a necessidade de entender os riscos que a espécie humana corre, menos acesso o contexto da situação em que realmente estamos.

Esta reunião de Durban, na África do Sul, quando representantes de 200 países discutiram durante 15 dias, veio confundir ainda mais minha cabeça. Afinal, eles decidiram que vão continuar discutindo, assinar um documento em 2015 e, a partir de 2020, finalmente, Estados Unidos e China – os dois maiores poluidores terão de se comprometer com a redução de gás carbono. Até lá, continuarão se reunindo, tendo, entre outros encontros, a Rio + 20, em junho próximo, no Rio de Janeiro, quando serão avaliados os progressos desde a Eco-92. Mas, se corremos tanto risco com o aquecimento global, por que vamos esperar tanto? Se especialistas dizem que 63 por cento dos serviços ambientais estão esgotados, como esperar mais nove anos para iniciar as providências? E quem garante que até lá os poderosos não vão mudar de idéia? Se for para protelar de novo, por que tanta gente, com tanto gasto, durante tanto tempo, lá do outro lado do mundo?

Eu estava lá, na Eco-92, e só de lembrar me emociono... Afinal, foi o maior encontro de chefes de Estado até então... Lá estava Fidel, com a atração que provoca; lá estava George Bush, o pai, que enrolou, enrolou e não assinou o documento mais importante - a Convenção da Biodiversidade. É verdade que desde aquela época muita coisa mudou. Há uma consciência, ainda que limitada, da necessidade de fazer alguma coisa.

Hoje há, por exemplo, o “Global Compact da ONU”, através do qual mais de 6.000 companhias em 140 países – representando 50 milhões de empregados – já assumiu o compromisso de respeitar os direitos humanos, assegurar condições salubres ao trabalho, salvaguardar e restaurar o ambiente e decretar boa governança cooperativa. Mas, o que estamos esperando para tomar atitudes mais drásticas e urgentes? E todo dia a gente põe mais carro na rua, joga mais lixo nos córregos, aumenta a mineração desregrada, constrói em áreas inadequadas? Será que vamos ter de falar em fim da espécie humana para efetivar as providências?

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