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Ação predatória e sem fim

Ação predatória e sem fim

06/05/2013 às 02:13

O presidente Leo Burguês, pode estar cheio de boas intenções, mas - como dizem os ministros do Supremo - peço vênia para discordar integralmente. Já disse no rádio, já repeti em encontro pessoal com ele e quero reiterar apelo no sentido de que retire de tramitação na Câmara Municipal de Belo Horizonte o projeto que altera a Lei de Uso e Ocupação do Solo versando sobre a possibilidade de “alterar as características e a tipicidade que definem as regiões das Zonas de Proteção Ambiental com vista à reclassificação do zoneamento para ocupação por moradias de interesse social, destinadas, exclusivamente, às famílias com renda de até quatro salários mínimos”. Quando questionado com a devida indignação dos que temem pela diminuição da já reduzida área verde da cidade, Léo Burguês reage com duas perguntas: “O que faremos com 200 mil famílias que estão sem moradia na cidade?” e “Por que os ricos podem morar em condomínios chiques, com ampla área verde que é destacada nas propagandas?”. Eu respondo à primeira com informações de uma técnica, qualificada, Maria Cristina Fonseca Magalhães, diretora de Planejamento da URBEL – Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte. A mais importante é a de que não são 200 mil famílias, mas, sim, 62 mil, devidamente catalogadas na Prefeitura. E mais: a Secretaria de Planejamento da PBH está fazendo um levantamento das áreas de interesse social da cidade e há sim possibilidades de que somente elas sejam suficientes para a construção de moradias capazes de acomodar tais pessoas. Quanto à questão de que ricos estariam construindo em áreas verdes, se estas forem, efetivamente, de proteção ambiental, o presidente da Câmara é que deve tomar providências para proibir imediatamente novas obras e mandar derrubar o que já tenha sido feito. E é bom que o Léo Burguês saiba que somos mineiros, desconfiados, e gatos escalados, afinal, com esse discurso todo de “Minha casa, Minha vida” a verdade é que nenhuma- eu disse nenhuma- casa para famílias de até 3 salários mínimos foi entregue em Belo Horizonte. As primeiras 1.470 estão ficando prontas no bairro Jardim Vitória. No mais, até agora, só conversa. E já chega o estrago que fizemos na nossa cidade, em prejuízo das futuras gerações.

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