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Permitam-me contar uma pequena história. Fernando Pimentel era prefeito de Belo Horizonte e sofria com o grande número de camelôs na área central, depois que seu antecessor,

10/06/2013 às 01:19

Permitam-me contar uma pequena história. Fernando Pimentel era prefeito de Belo Horizonte e sofria com o grande número de camelôs na área central, depois que seu antecessor, Célio de Castro, tentou e não deu conta de resolver o problema – aumentado na gestão Patrus Ananias que foi o padrinho de Célio e Pimentel. O ambiente do comércio clandestino criava o clima favorável aos bandidos que, infiltrados, faziam a festa. Um dia, o meu patrão Emanuel Carneiro chegou ao trabalho indignado e me pediu que fizesse alguma coisa. Fui ao então presidente da Associação Comercial de Minas, Eduardo Bernis, e, juntos, procuramos o então procurador-geral do Município, Marco Antônio Teixeira. Disse a eles que eu sabia por onde começar. Autorizaram. Então, procurei o deputado Célio Moreira e pedi a ele que retirasse uma ação que tinha na justiça contra a aprovação do Código de Posturas (é que, quando da aprovação da matéria, na Câmara, ele se sentiu humilhado por representantes da PBH e não se conformava). Célio topou ceder. Fomos ao fórum, atendemos à burocracia e o prefeito pôde então criar os shoppings populares. A cidade mudou, finalmente, e para melhor... Ou alguém não se lembra daqueles tempos daqueles  infernais trombadinhas?

  Para que serve a historinha? Para lembrar que, embora o prefeito Pimentel tenha faturado politicamente, foi necessário o repórter ir além da notícia, virar personagem, prá resolver. Acho que vou ter de fazer a mesma coisa em relação ao abandono de veículos e carcaças pelas ruas de Belo Horizonte. Cobra-se uma providência há décadas e ninguém faz nada. Uma iniciativa que tentava autorizar a Prefeitura a recolher foi tornada sem efeito por uma senhora desembargadora que, à luz da lei, não admite que o “Legislativo crie despesas para o Executivo”. E o problema? Já sei o que vou fazer: convencer um vereador a descobrir uma brecha no Código de Posturas da cidade e dizer que, se eu não posso por entulho no passeio, o vizinho também não pode parar um carro velho e deixar lá, abrigando bandidos, mosquitos da dengue e outros incômodos.Para que um juiz sem alma não diga que está criando despesas indevidas para o Executivo, vamos sugerir no projeto que a Prefeitura pode leiloar o bem e fazer caixa. Estamos numa cidade tão sem inspiração, tão indiferente às mazelas do dia a dia que o repórter vai ter de virar despachante. Ah vou... Não aguento tanto imobilismo, tanta incompetência!


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