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A vitória das instituições

A vitória das instituições

06/05/2013 às 02:13

Agora que o réu mais famoso do Brasil neste século já enfrentou o Tribunal do Júri é hora de se avaliar o que ficou. De bom e de ruim. O balanço é favorável à sociedade, é positivo para um país que não aguenta mais a impunidade e exige julgamento civilizado para os que desrespeitam as leis. A polícia, o Ministério Público e o Judiciário saíram fortalecidos por prevalecer suas teses, apesar de tantos ataques e doses inéditas de desrespeito por parte de defensores cuja postura está a exigir uma reflexão da Ordem dos Advogados do Brasil. Quando, quase dois anos atrás, a Polícia Civil anunciou a morte de Elisa e, de imediato, o pedido de prisão para Bruno e seus amigos, o Brasil ficou boquiaberto. Afinal, a acusação era a de que um grupo de pessoas, lideradas por um jogador do então campeão brasileiro e pretendido por grandes clubes do futebol mundial, havia sequestrado, torturado, matado e esquartejado o corpo de uma mulher, além de distribuir pedaços do corpo para cães furiosos. Detalhe: a execução, fria, bárbara, teria sido consumada por um ex-policial civil. Os investigadores do caso pediram o acompanhamento de um promotor e ganharam a confiança de uma juíza inflexível no cumprimento de seu dever. De outro lado, um batalhão de advogados - alguns querendo fazer prevalecer seus interesses e usando de todas as armas, incluindo ataques pessoais aos responsáveis pela apuração. Tentaram de tudo para desqualificar as autoridades... Impetraram espantosos 78 pedidos de habeas corpus e nunca conseguiram sucesso no intuito de liberar Bruno. O delegado Edson Moreira foi eleito vereador com mais de 11 mil votos, prova inequívoca de que a população gostou da perseverança dele, repetindo durante quase três anos que havia o chamado “conjunto probatório” contra Bruno e sua turma. E nem mesmo a ausência do corpo ou de qualquer sinal de Elisa foram suficientes para convencer tribunais superiores de que os acusados deveriam ser liberados. Quando a corda começou a apertar o pescoço, os covardes chiaram. Primeiro, Macarrão, traiu o amigo e se safou com uma pena menor. Depois, o próprio Bruno jogou o pior para os parceiros e correu atrás de uma saída. A juíza Marixa, o promotor Henry e o vereador Moreira vão descansar de fato neste fim de semana. E a gente já pode acreditar: o Brasil está mudando; poderoso está ficando na cadeia.

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