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A vida no ritmo das eleições

A vida no ritmo das eleições

06/05/2013 às 02:13

Dizem que o sofrimento da gente é proporcional ao nosso conhecimento. Isso mesmo: quanto mais o sujeito sabe das coisas, mais ele sofre com o andar da carruagem. E é verdade. Vejam meu caso que sei apenas dois ou três por cento das implicações do processo eleitoral no país e sofro enormidade com os absurdos que se cometem em nome das vaidades e dos interesses privados, pessoais.

Querem um exemplo? De dois em dois anos, trocam a presidência do Tribunal Regional Eleitoral por três vezes em poucos meses. E o que fica encarregado de comandar as eleições assume sempre em cima da hora. Já tentei entender, mas dizem apenas que é um sistema de rodízio no Tribunal de Justiça e, como os desembargadores estão na fila, tem de ser assim. Já perguntei se pelo menos não há jeito de mudar uma vez só, para que um presidente assumisse depois de uma eleição e passasse dois anos preparando a outra. Não tive resposta. Mas, fora as vaidades, a briga pelo poder, um dinheirinho a mais no contracheque e outras coisas pequenas, o grande estrago é feito na vida institucional, no dia-a-dia do país.

Nesse esquema de eleição de dois em dois anos não há continuidade administrativa que aguente. O sujeito ganha para deputado e, antes de tomar posse, já começa a trabalhar para eleger seus prefeitos que, quando eleitos, vão à luta pelos padrinhos e a roda gira, a pressão come solta e o que realmente interessa não anda. Lembram-se daquela ruidosa licitação da feira de artesanato da Afonso Pena? Só se volta a falar a respeito depois da eleição. E dependendo de quem for eleito.

E a licitação dos táxis, a verdadeira, da frota toda? Só Deus sabe. Aliás, sequer alguém compra a briga para acabar com a provinciana realidade de táxi de Belo Horizonte só levar passageiros ao nosso Aeroporto Internacional e os táxis de Confins e Lagoa Santa só fazerem o caminho inverso. Percebem, com esses exemplos bobinhos, o estrago que a gente faz na nossa cidade, nosso Estado? Já repararam que elegemos um prefeito e um vice e os dois passaram todo o mandato brigando? E agora a gente gasta energia discutindo sobre o próximo vice? Repararam que o país ficou meses sem ministro do Trabalho e ninguém deu pela falta dele? Eu quero eleições gerais, de vereador a presidente, de cinco em cinco anos, para ver se as coisas acontecem... Ufa!

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