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A vida é breve... Aproveite!

Vou tirar uns dias para ficar mais perto da família e gostaria de antecipar o Feliz Natal para você que me prestigia neste espaço. Quero, de coração, que coisas boas aconteçam; afinal, estamos todos machucados pela pandemia e pelo pandemônio – a primeira de origem sanitária e o segundo pela dificuldade que temos de compreender uns aos outros.

A pandemia há de ceder. Basta um pouco mais de cuidado, de respeito ao distanciamento e ao uso da máscara além, claro, de vacinar todo mundo. O problema é o pandemônio, pois, nunca estivemos tão beligerantes, impacientes e prontos para a briga. Sequer temos paciência de escutar de verdade, não apenas olhando para o interlocutor, mas, pensando em “algo mais importante”. 

Então, vamos começar o exercício por escutar o outro. Depois, tentar se colocar no lugar do outro. Por exemplo, se o porteiro não oferece ajuda para carregar presentes na porta do condomínio, experimente levar uma lembrancinha para ele e quem sabe ele não terá outro comportamento. 

Outro esforço: não repare se, no ambiente de trabalho, você notar que o chefe lhe dedica pouca atenção; ele sofre com a síndrome do poder e precisa focar no mostrar resultados mais acima, você é parte da engrenagem. Não reclame atenção, agradeça por ter emprego.

Em casa, sua mulher está cada dia mais irritada, seu marido arredio. Liga não, ofereça afago, compreensão. No caso dos filhos sempre tem um ou outra que não mostra o empenho esperado, a alegria devida, liga não, cada um é cada um. Se, na sua família, não houver alguém doente ou viciado em drogas, agradeça a Deus de joelhos em cima do bago de milho.

Mas, se há alguém com a saúde física ou mental alterada, tenha fé e afeto, nada acontece por acaso. 

No mais, até do Natal, quando, se o menino Jesus quiser, estaremos renovados, renascidos, animados, sem rancor e com disposição para servir porque a vida é breve demais para ser pequena.