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A vaidade atrapalha as investigações

A vaidade atrapalha as investigações

06/05/2013 às 02:13

É inquestionável a diminuição da capacidade de nossa Polícia Civil na elucidação dos crimes. É só buscar nos arquivos da unidade que sempre se destacou pela capacidade de trabalho, a Delegacia de Homicídios, as taxas de apuração nos dias de hoje para se verificar como o volume diminuiu e como tem inquéritos na fila esperando punição dos assassinos.

Os motivos são muitos e a esmagadora maioria não é de responsabilidade dos policiais – faltam estrutura, recursos humanos e materiais e até esforços de motivação. Mas, com certeza, há um dos sete pecados que vem afetando a produtividade da Polícia Civil de Minas: a vaidade.

Quem diz não sou eu, mas um dos maiores e melhores delegados que tivemos nas últimas décadas: Elson Matos da Costa, que acaba de escrever um livro em parceria com o filho Marco Aurélio, também policial. Eles mostram, de forma clara e didática, todos os passos para se trabalhar quando da ocorrência de um sequestro.

Em todos os capítulos, em todas as situações, o delegado já aposentado e agora professor da Academia de Polícia Civil fala de humildade, da necessidade de se respeitar os colegas, de se ouvir os que têm postos mais humildes nas reuniões diárias e desce a detalhes para deixar claro que o exibicionismo só atrapalha. Tenho observado, sobretudo no trabalho no sistema de segurança pública em Belo Horizonte, um sem número de precipitações.

Começa com a Polícia Militar que, quando prende alguns suspeitos, antes mesmo de entregar a ocorrência, chama os repórteres pra mostrar serviço. Compreende-se a histórica disputa por espaço com a Civil. È também natural que, diante de tantas cobranças e tantos esforços, é justo mostrar o serviço. Mas, não há dúvidas, a pressa atrapalha a investigação.

Quando a bola está com a polícia judiciária, novas demonstrações de estrelismo que só prejudicam o resultado final. Não quero aqui nominar policiais, sob pena de cometer injustiças, mas, dê uma reparada naquele caso da menina raptada numa feira de Contagem e a incrível história do casal que a levou, além de cometer outros crimes... Ainda hoje estou curioso para saber pelo menos dez consequências da investigação.

Correram para mostrar a “solução” do caso, mas nos deixaram com a sensação de que faltou algo. Como seria bom se tivessem mais calma e profundidade nos levantamentos, delegados deixassem outros membros da equipe aparecerem e a gente pudesse confiar mais na capacidade histórica de investigação da nossa polícia.

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