Ouça a rádio

Compartilhe

A "saidinha" de banco e suas versões

A "saidinha" de banco e suas versões

Para todo fato, há uma versão. Pelo menos, uma! Mas, quem quer de fato analisar a situação com alguma profundidade, quer ser fiel no relato ou pretende resolver de verdade, precisa avaliar no mínimo duas. Vejamos como exemplo a “saidinha” de banco, modalidade de crime que já não é tão nova, porém, está vitimando 70 pessoas todos os meses, só em Belo Horizonte e, em alguns casos, resultando em mortes. Não conseguimos ainda diminuir a quantidade e a gravidade das ocorrências porque não tratamos o assunto como deveríamos. Até aqui, só há desculpas e transferências de responsabilidades. A Polícia Civil finge que não é com ela; a Polícia Militar, no lugar de cobrar da co-irmã parceria para fazer um trabalho de investigação ou, mesmo, colocar alguns de seus homens à paisana para monitorar agências mais visadas e, assim, por fim às quadrilhas e, paralelamente, marcar presença ostensiva na porta dos estabelecimentos, fica buscando subterfúgios e fazendo discursos. Onde deveriam ir além dos discursos – no caso a Câmara Municipal de Belo Horizonte e a Assembléia Legislativa de Minas – não surgem leis capazes de enquadrar os responsáveis. Ah, por falar em responsáveis, os bancos continuam reinando absolutos, ganhando dinheiro como nunca e como sempre, com taxas altíssimas, tarifas para todos os procedimentos e uma indiferença cruel em relação aos problemas da sociedade. Se estivéssemos num lugar mais sério e alguém diria com todas as letras e autoridades que “saidinha” de banco começa dentro do banco, portanto, ou eles ajudam a evitar ou vão ressarcir os prejuízos. Mas, como bacana não vai a banco e não corre risco de morrer, a vida segue. Perigosa.