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A República surtou

Toda madrugada, ao acordar, rezo o Credo (sugestão de um padrinho que muito amei, para afastar coisas ruins) e peço a Deus para me poupar...

11/05/2016 às 04:32

Toda madrugada, ao acordar, rezo o Credo (sugestão de um padrinho que muito amei, para afastar coisas ruins) e peço a Deus para me poupar, principalmente, de ser arrogante e de caluniar. No caso da difamação, trata-se de perigo permanente, pois, quem, como eu, atua na mídia eletrônica e fala horas diariamente, de improviso, trabalha sobre a linha tênue que separa a crítica necessária do estrago na reputação alheia. Nunca me esqueço da lição de Santo Agostinho que, procurado por um pecador pedindo conselhos de como se redimir ante a uma calúnia proferida, sugeriu: “Vá para a Praça São Pedro, ao cair da tarde, em dia de fortes ventos, com uma galinha gorda debaixo do braço e caminhe, retirando pena por pena até que a última caia; então, volte e recolha uma a uma; se conseguir recuperar todas estará perdoado”.

Hoje, quero ocupar esse espaço é com o outro risco, o da arrogância, da presunção... Medo de agir como alguém que, por conhecer detalhes de determinado tema, se julga dono da verdade, superior. Os que trabalham no que agora chamam de âncora, no rádio e na TV, são instados a comentar tudo, o tempo todo. Aí mora o perigo. Neste momento, por aonde vá há sempre alguém querendo saber o que vai acontecer, quando a Dilma sai, o que deu na cabeça do Renan, por que o Pimentel está encrencado... Ah, se eu soubesse! Estou tão desorientado como a maioria esmagadora dos brasileiros – considerando que haverá sempre alguém se sentindo confortável neste mar de surpresas e nessa casa de mãe Joana que se tornou a nossa pátria, pelo menos na parte dela onde habitam os poderosos.

A única coisa que arriscaria dizer é que a Dilma e o Aguirre têm destinos semelhantes: ela cai possivelmente numa quarta, ele muito possivelmente na outra.

Vejamos um caso menos comentado em outras regiões do país. O prefeito de uma das mais importantes cidades de Minas está preso, preventivamente, pela Polícia Federal, acusado do gravíssimo crime de prejudicar hospitais públicos para favorecer casa de saúde da família e, de lá, do xadrez, dá as cartas: a mulher Raquel, aquela deputada que votou impeachment da presidente pedindo um país que tenha exemplos como “o prefeito de Montes Claros”, foi a uma reunião do PSB e impediu sua expulsão, no grito; ele, Rui Muniz, depois de despachar de dentro da cela, ordenou que os vereadores aprovassem uma licença de 60 dias, sem deixar ir adiante processo de cassação. Os vereadores disseram sim senhor. Em outra cidade importante de Minas, dos 21 vereadores só 8 estão na Câmara; todos os outros foram afastados por roubalheira. Dos 9 vereadores de São Joaquim de Bicas, 6 continuam presos, por extorsão.

Vejamos no plano estadual. A calamidade financeira a que chegaram estados importantes como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Aqui em Minas, Aécio fez o estrago com o tal “choque de gestão” e Pimentel, sem dinheiro para pagar salário de servidor, ainda tem de se preocupar com firulas como aumentar o número de guardas e ampliar a área de afastamento do povo do Palácio: medo da polícia e do oficial de Justiça. Quem aguenta isso?

Vamos para Brasília... Não, aí, é melhor parar. Depois do Maranhão, é melhor parar. E rezar! 

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