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A rebelião dos pecadores

A rebelião dos pecadores

06/05/2013 às 02:13

Só os menos atentos ainda não perceberam. Os prefeitos estão ensaiando uma rebelião contra os promotores que tentam enquadrá-los em nome da sociedade. Até arranjaram uma frase bacana para a sua revolta: a judicialização da administração pública. Dizem que representantes do Ministério Público não venceram, sequer disputaram eleições, mas querem governar. Primeiro, aproveitaram os sonhos eleitoreiros do presidente da Assembleia Legislativa e se reuniram com o então chefe do Ministério Público para reclamar, ainda em novembro, que, quando da troca de comando nas prefeituras, em janeiro último, os promotores deveriam “ser compreensivos, entenderem que o governo federal, por conta na redução de impostos, havia transferido menos recursos e, por isso, haveria dificuldades de fechar o caixa”. Em outras palavras, estavam pedindo aos promotores para não verem o descumprimento da lei de responsabilidade fiscal e obrigações outras, não cumpridas. Agora, essa semana, na sede da Prefeitura da capital e sob o guarda-chuva da Frente Nacional de Prefeitos, traçaram planos para comprar a briga. Queixam-se, por exemplo, de que um promotor costuma determinar a internação de um doente ou a compra de medicamento quando seu uso é indispensável e inadiável. Francamente, amigos, às vezes penso que estou em outro mundo. Afinal, o prefeito não é obrigado a fazer a coisa certa? Não deve honrar os compromissos, pagar dívidas e oferecer assistência médica aos eleitores, especialmente os que correm risco de morrer? Alguém pode dizer que há promotor arrogante, intolerante e injusto e eu direi: denunciemos. No rádio, no jornal, no Conselho Nacional do Ministério Público, em todas as instâncias. Afinal, quem poderá acuar um prefeito legitimamente eleito e cumpridor de seus deveres? Até que convençam do contrário, os prefeitos querem é se livrar dos únicos fiscais que têm de fato. Desmoralizaram o Tribunal de Contas, compram maioria nas câmaras com o famoso toma lá dá cá e, como há uma safra de novos promotores dispostos a cumprirem seu papel, querem dobrá-los com o poder da política... Política com “p” minúsculo. Estejamos atentos para defender com todas as nossas forças o pouco de moralidade que ainda resta na relação entre os poderes. E que o judiciário, do mais humilde servidor até o presidente do Supremo, continue combatendo os abusos.

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