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A realidade é ainda pior

A sensação entre moradores de BH é de que a situação está fugindo ao controle...

17/06/2015 às 11:59

A notícia é de anteontem, mas repete o que ouvimos já no ano passado: a cada 15 minutos, uma pessoa perde algum bem sob a mira de um revólver, de uma faca ou sendo intimidada por assaltantes nas ruas de Belo Horizonte. Apenas de janeiro a abril deste ano, mais de 12 mil pessoas foram vítimas de roubos na capital, o tipo de ocorrência em que há abordagem do criminoso e agressão ou ameaça. A média mensal de roubos em 2015 é de 3.184 ocorrências, 11% a mais do que a média mensal de 2014. Se a comparação retroceder até 2012, os números mostram que o crescimento desse tipo de delito é uma realidade há pelo menos três anos. A sensação entre moradores de BH é de que a situação está fugindo ao controle.

Eu não queria parecer sensacionalista, terrorista, mas, como há o risco de estar equivocado, prefiro dividir com os senhores o sentimento de que o quadro é ainda pior. E o faço porque vivo nesta cidade, caminho por suas ruas, converso com sua gente, desde os mais simples até os mais abastados. O pavor está em todo lugar. Na região da Lagoinha, perto do Centro Universitário UNI-BH e da Igreja Batista, não há quem caminhe sossegado; situação idêntica em Venda Nova, no Barreiro, na Ressaca, no Jardim Laguna, em Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas, Itajubá, Varginha, Montes Claros, enfim, por todos os lados, nas áreas urbanas e rurais há gente com medo. Contra os dados oficiais pesa o fato de que pesquisas já indicaram o tamanho da subnotificação: mais da metade das pessoas que são vítimas de violência no meio da rua deixam de fazer a queixa.

O pior é a falta e perspectivas. A Polícia Civil sabe que suas limitações esmagam todos os sonhos operacionais: a Polícia Militar não pode contar a verdade sobre a diferença entre efetivo previsto e número de policiais nas ruas e este governo, de Pimentel, tem uma realidade de caixa que aponta para riscos de não poder pagar o funcionalismo mais adiante. Sem falar na falta de vagas nos presídios o que, em última análise, significa falta de estímulo a quem tem a obrigação de prender e depois fazer via-crúcis atrás de alguém que queira receber.

Mais do que nunca, sigamos o preceito bíblico “orai e vigiai”.

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