Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

A Prefeitura brilhou, porque não atrapalhou!

Na noite de terça-feira, vi pela TV duas reportagens que corroboram tudo o que tenho dito sobre Carnaval nos últimos anos: o velho modelo de...

12/02/2016 às 12:52

Na noite de terça-feira, vi pela TV duas reportagens que corroboram tudo o que tenho dito sobre Carnaval nos últimos anos: o velho modelo de desfiles na Afonso Pena precisa de um choque de realidade e os blocos de rua são a nossa verdadeira vocação. Na Alterosa, o repórter disse que uma das escolas tinha como enredo o desastre de Mariana (Como assim? Como conseguiram elaborar tão rapidamente?) e a apresentadora Laura Lima acrescentou que a primeira agremiação a desfilar não o faria; mais tarde, na Globo, matéria de dois ou três minutos do Ismar Madeira sobre o sucesso dos blocos... Carnaval de Belo Horizonte no Jornal Nacional? Era ou não era um sonho, até outro dia?

O grande mérito do prefeito Márcio Lacerda é o de não deixar que seus auxiliares atrapalhassem a festa. O bom secretário Pier pisou na bola com o decreto que proibia cerveja no isopor (bobagem, porque o Código de Posturas já proíbe) e Lacerda imediatamente revogou. Também brilhou ao reforçar o time da limpeza urbana, pois, sabemos, civilidade não é o nosso forte e a sujeira é espantosa, aqui, no Rio, onde quer que haja gente na rua – o sujeito urina em qualquer lugar, faz sexo no portão dos outros e joga tudo o que sobra para o alto, como se fosse confete. Esse é o caminho: colocar banheiros químicos, fechar ruas, incentivar a ocupação, atuar em conjunto com a Polícia Militar, criar a estrutura e matar a burocracia para que as pessoas se divirtam...

Já o outro Carnaval, aquele que envolve verbas públicas, dinheiro nosso, precisa ser repensado... Atribuir aos verdadeiros sambistas da cidade a responsabilidade de promover eventos nas regiões mais periféricas, remunerando-os para tal, considerando que na área central e nos bairros de classe média os blocos estão consolidados. Não é possível mais assistir a um moço vestido a caráter gritando no meio da Afonso Pena, minutos depois do horário previsto para início dos desfiles: “Minha escola me abandonou!”.

Outro aspecto importante do Carnaval com os blocos espontâneos é a ocupação da cidade. Entrou entre os fãs de Jane Jacobs que quase um século atrás disse: “As calçadas são os olhos da rua”. Traduzindo: está provado que se as pessoas estão nas áreas públicas da cidade elas tendem a ser menos violentas; afinal, em vários momentos ouvi relatos de que tentaram brigar e foram vaiados, tentaram roubar e foram escorraçados, quer dizer, vagabundos não tiveram vez nos quatro dias de folia. Se pudesse, faria de Rei Momo o futuro prefeito da cidade, pois, quem sabe, teríamos a diminuição da violência?

Ah, e pediria ao anjo da guarda um pouco de civilidade para as pessoas, pois, até moça defecando na rua eu vi nas filmagens!

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    De 18 casos identificados no Brasil, dois resultaram em morte

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Pais revelam alívio pela imunização e segurança na eficácia das vacinas

    Acessar Link