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A linha assassina; de novo!

Vez por outra alguém diz que vida boa é a do jornalista porque ele está sempre convivendo com novidades, portanto, não tem rotina, repetição, monotonia.

26/07/2013 às 10:20

Vez por outra alguém diz que vida boa é a do jornalista porque ele está sempre convivendo com novidades, portanto, não tem rotina, repetição, monotonia. Quanto engano! Em janeiro, a gente fala do material escolar, do IPVA, o IPTU; em fevereiro, as entrevistas são sobre volta às aulas; em março tem semana santa ou Carnaval, com viagens, acidentes e mortos em fins de semana prolongados; abril tem lembranças de Tiradentes; maio é o mês das mães e das noivas, junho chega com o inverno, doenças do frio e... De novo, lá vem os repórteres registrarem casos de pessoas jovens que morrem vítimas de linhas com cerol. Esta semana, morreu um homem de trinta e poucos anos, três filhos, no dia do aniversário da mãe.

Por que a gente não faz nada? Por que – no caso dos menores - os pais não são levados às barras de um tribunal, os marmanjos não são detidos, processados e punidos com penas alternativas, do tipo lavar defuntos no Instituto Médico Legal ou vigiar parque público para evitar incêndios? Por que quem vende linha com cerol (ou linha chilena, como dizem agora) não é preso, paga multa e, na reincidência, tem o comércio fechado? Por que estamos tão indiferentes a mazelas que, ano após ano, ferem e matam do mesmo jeito? É assim com o cerol, com a dengue, o anel rodoviário, a BR 381...

Júnior Brasil, comentarista esportivo, lembra que décadas atrás foi comissário de menores, saia com os colegas nesta época do ano visitando periferias, advertindo pais, orientando crianças e prevenindo o uso do cerol. Com a chegada de um novo juiz as equipes foram simplesmente desativadas e acabou o serviço, praticamente gratuito porque nem de motorista precisava – ele mesmo dirigia a velha Kombi do Juizado. Outro mineiro, Gimenez, pergunta:

“O que fazem os conselhos tutelares? Apenas ficam por trás das mesas aguardando a demanda? Por que cada Regional da Prefeitura não monta uma equipe com um conselheiro tutelar, alguém da Vara da Infância e um guarda municipal para coibir o uso do cerol, conduzir o menor que o usa e assim responsabilizar os pais? Os conselhos tutelares são remunerados, o juizado é remunerado e a guarda municipal também. Por que não justificam suas funções e seus salários, tomando atitudes condizentes com a importância de suas instituições?”.

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