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A “lei seca” exige criatividade

A “lei seca” exige criatividade

06/05/2013 às 02:13

Estamos vivendo um tempo de mudanças drásticas que exige de nós todos, mas, especialmente dos empreendedores um exercício permanente de adaptação, com criatividade e foco no trabalho para sobreviver. A nossa Belo Horizonte ganhou o apelido de “capital dos bares” não foi por acaso; só que os proprietários de das casas têm enfrentado altos e baixos capazes de quebrar o negócio. Primeiro, foi a polêmica “lei do silêncio” que quase inviabiliza o setor, diante do exagero de alguns – aqueles que não fazem grandes investimentos, apenas abrem as portas e estimulam a bagunça – e da chatice de cidadãos que são contra tudo. Agora, é a chamada “lei seca”, isto é, a legislação que estabelece punições rigorosas para os que dirigem após beber. O número de fregueses caiu drasticamente e, claro, o prejuízo começa a incomodar. Diferentemente de outros, que só sabem reclamar, Rodrigo Ferraz vem experimentando uma serie de providências para manter a fidelidade e agora anuncia: quem for à choperia dele e quiser voltar para casa de táxi vai ter o dinheiro para tal… Na verdade, ele já tentou outras iniciativas, como pagar a bandeirada, por meio de convênio com cooperativas, contratação de taxistas e até uma van para levar os clientes. A experiência mostrou que a operacionalização era complicada. Então, decidiu que, após pagar a conta, se optar pelo táxi, assim que for embarcar no veículo o cliente terá 10 por cento do valor restituídos e em dinheiro, ainda que a conta tenha sido paga com cartão. Rodrigo está convencido de que estará mantendo a frequência em alta e, paralelamente, contribuindo para a campanha de que todos bebam com responsabilidade. É importante frisar que a situação dele, enquanto comerciante, não é tão grave; ao contrário, o movimento na casa de Lourdes aumentou em 15 por cento com o novo hábito de os cidadãos beberem perto de casa. Mas, Rodrigo tem envolvimento com toda a classe, é um dos sustentáculos da Associação de Bares e Restaurantes, é o diretor do Festival de Tiradentes e linha de frente de uma serie de iniciativas ligadas à gastronomia. Claro que ele reclama a falta de opções para o cumprimento da lei – considerando que não temos metrô decente, o transporte por ônibus é horroroso e faltam táxis quando o cidadão mais precisa, à noite. Mas, consciente, ele não trabalha contra a “lei seca”; busca alternativas. Usa a cabeça.

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