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A labuta dos jornalistas

A labuta dos jornalistas

Neste sábado, 7 de abril, é comemorado o Dia do Jornalista. Nota da Federação Nacional que os reúne lembra que profissionais do mundo inteiro, de países ricos ou pobres, de países mais ou menos democráticos, trabalham para levar à sociedade um bem precioso: a informação. O nosso trabalho tem o poder (para o bem e para o mal) de ajudar na interpretação da sociedade, induzir intenções, vontades, comportamentos e valores. E, claro, a Fenaj e os sindicatos filiados querem valorização da profissão e do profissional jornalista o que, indiretamente, beneficia toda a comunidade considerando que não há democracia sem liberdade de imprensa. É preciso, neste dia e aproveitando o espírito da Páscoa, lembrar ao grande público que muitos profissionais dos grandes centros de Minas Gerais não ganham mais que R$ 1.500,00 mensais. Nas pequenas cidades, a situação é muito pior. Dos interesses paroquiais, vinculados a interesses políticos e econômicos, a um movimento mundial dos grandes conglomerados de mídia, há esforços cada vez mais vigorosos para desregulamentar a atividade profissional nos países onde ela é regulamentada e impedi-la onde ainda é inexistente. Mais e mais “especialistas” assumem postos de comentaristas dos assuntos mais sensíveis, sobretudo na mídia eletrônica, enquanto a decisão de uma única juíza, há onze anos, desregulamentando o fazer jornalístico continua prevalecendo embora haja recurso até hoje não julgado. Recentemente, o representante mineiro em uma comissão criada pelo Senado para pensar novas leis de combate ao crime (vale lembrar que pelo menos uma de suas posturas deixou a desejar do ponto de vista da ética) deixou escapar que uma das idéias é apertar as punições contra os excessos cometidos pelos jornalistas. Tem sido assim. Tudo para quem trabalha fica mais difícil e, em alguns casos, como no caso da proposta de criação de um Conselho Federal, sequer as prioridades da categoria são discutidas. Como esperar afagos de autoridades não resolve, o jeito é torcer para que os patrões entendam algo simples: credibilidade gera audiência que gera faturamento. Então, pagar bem, escolher o melhor, mais preparado, não é despesa, mas investimento. Há de se ter cuidado com a formação de quem fala para o grande público; afinal, a multidão tem se revelado perigosa, desde quando escolheu Barrabás e mandou Cristo para a cruz.