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A Justiça tarda... Mas, não chega!

A Justiça tarda... Mas, não chega!

06/05/2013 às 02:13

O prédio do Buritis resolveu cair. Ele pensou: já que ninguém toma uma providência, vou escolher um dia sem chuva – no qual a Defesa Civil não esteja tão sufocada – e um horário apropriado, pouco depois das 7 da manhã, para evitar danos maiores aos curiosos de plantão. O edifício já não aguentava mais tanta discussão em torno de autorização, custo e operação de demolição. E caiu de mansinho, sem muita poeira, sem estragos mais danosos e, sobretudo, sem vítimas. Já era hora. Afinal, desde outubro a gente não assiste à novela sobre a instabilidade dos edifícios da Rua Laura Soares Carneiro? Nos últimos dias não estávamos vendo imagens nos jornais e na TV mostrando o quanto a queda é iminente? Ora, se entre leigos não há dúvidas, engenheiros e técnicos da Defesa Civil, mais um major (que é também engenheiro) do Corpo de Bombeiros assinam petição pedindo autorização para a derrubada dos imóveis, quem conseguiu entender a negativa de liminar, na primeira tentativa junto à justiça, sob alegação de que “é preciso ouvir o contraditório”. Que dureza! Eu sei que as decisões não podem seguir o meu rito processual, mas, em tempos de emergência, o senhor, a senhora não acha que se o juiz tem um pedido dessa natureza em cima da mesa ele tem de, no mínimo, mandar ligar para a outra parte, pedir o comparecimento urgente, enfim, dar uma solução no mesmo dia? O pior é que, olhando em volta, a gente vê milhares e milhares de casos com alguma semelhança... Gente que comprou, pagou e não recebeu; gente que comprou um padrão de acabamento e recebeu outro; gente que precisa de documentos que não existem... Ah, se você nunca se meteu em algo errado dessa natureza, erga os olhos para os céus e agradeça. Todo dia me contam as histórias mais absurdas, praticadas por espertalhões que contam com a lerdeza e até a indiferença de nossa justiça. Ontem mesmo ouvi dona Ana, uma mãe de família que comprou um apartamento em abril de 2008 e não mais teve sossego. Já foi a todas as instâncias, bateu em todas as portas e não encontra amparo em lugar nenhum. A gente que sempre acreditou na velha promessa “A justiça tarda, mas não falha” já começa a se perguntar: será mesmo?

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