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A hora da responsabilidade

Sei que é difícil, nas é hora de agir. Não se trata de fazer a cabeça, sugerir nomes ou reprovar escolhas. Eu falo é do significado do ato.

03/10/2014 às 10:02

Quem tem juízo sabe que o próximo domingo é extremamente importante em nossas vidas. Temos de nos esforçar ao máximo para convencer amigos, vizinhos, empregados, patrões e até estranhos de que votar é fundamental. Sei que é difícil, nas é hora de agir. Não se trata de fazer a cabeça, sugerir nomes ou reprovar escolhas. Eu falo é do significado do ato. Aí, cabe liquidar o mito de que, se todos anularem o voto, a eleição também fica nula. Mentira. Quanto mais os verdadeiramente bem intencionados desistirem, melhor para os que fazem da política o trampolim para o enriquecimento e outras conquistas que aparentemente podem mudar suas vidas.
 
Essa é a hora de quem tem filhos, netos, lembrar que nós, humanos, não somos bons o bastante para viver sem governo; que, por tudo o que conhecemos, o melhor regime de governo ainda é a democracia e, no nosso caso, ela é representativa, isto é, temos de eleger aqueles que vão nos representar nas casas legislativas e na governança do executivo. Não vale bancar o sabichão e dizer que todos são safados... Por que não são! Há sim gente séria, quase sempre massacrada pelos bandos que se especializaram em saquear nossas riquezas. Ninguém é inocente o bastante para não enxergar as famílias que se eternizam no Congresso Nacional, passando de pai para filho, neto, genro... Também não somos cegos a ponto de não ver a interminável jogada dos safados, caso do ex-governador do Distrito Federal que, cassado, em todas as instâncias, fez de um aliado o candidato e colocou a mulher como vice... Claro que vai mandar!

Mas, ainda não há outro caminho. Então, é exercer o direito ao voto, lembrando que ele é único, pessoal e intransferível. E que o seu voto tem o mesmo peso que o da Dilma, da Marina, então, o seu voto, mais o meu e nossos vizinhos pode fazer a diferença... Eu sei que você vai dizer que estou sonhando, que a realidade é outra, mas, pense se não estamos evoluindo... Repare se as campanhas não estão minguando... É o que o dinheiro está desaparecendo, pois, as grandes empresas, os financiadores estão com as barbas de molho... Os espertalhões também. É um processo demorado, afinal, o tempo da história é diferente do nosso. Se você se julga capaz, inscreva-se num partido e apresente-se na próxima eleição, para que seja uma opção para aqueles que, como eu, preferem contribuir na profissão, na vida pessoal, não planejam disputar. Nós não podemos cruzar os braços. Não nos esqueçamos do analfabeto político, retratado por Bertolt Brecht:   
   
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

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