Ouça a rádio

Compartilhe

A guerra das centrais

A guerra das centrais

Agora, que as eleições estão sendo concluídas em 50 municípios brasileiros e já foram resolvidas no restante do país, deve acabar um longo período de trégua entre as principais centrais sindicais brasileiras. Como foram bem tratadas no governo Lula e não faltaram recursos, repassados de forma direta ou indireta, a Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical ficaram em estado de hibernação. Mas, como é preciso demarcar espaços e correr atrás de novas filiações, as direções regionais das duas centrais já preveem embates no plano nacional. Rogério Fernandes, presidente licenciado da Força, diz que “a CUT está atrelada ao governo federal, não se esforça para defender o trabalhador em questões cruciais como a queda do fator previdenciário” e que a hora é de contrapor para defender aqueles que não têm lobby em Brasília, como os aposentados. Por sua vez, Carlos Magno, vice-presidente da CUT em nosso Estado, admite que alguns temas de fato são polêmicos, mas, a Central Única dos Trabalhadores está pronta para o debate, “até porque é nascida da vontade dos brasileiros que produzem e não dos interesses de patrões ou governos”. Essa é uma briga boa porque, qualquer que seja o resultado, será bom para a defesa dos que labutam para fazer a economia brasileira. No caso de Minas, é inegável a proximidade da Força com o Governo do Estado, mas, até onde consigo alcançar, há uma parceria técnico-profissional, econômica e financeira desde 2006 que permite o funcionamento do Centro de Solidariedade e Apoio ao Trabalhador, gerando possibilidades de emprego e cursos nas unidades de Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia. Entre outras providências, foi criado o site www.csat.com.br para ampliar as orientações ao trabalhador; instalados postos de atendimento on-line; implantado sistema de agendamento, enfim, foram 131.667 habilitações para o recebimento do seguro desemprego, 25.998 pessoas empregadas em mais de 135 mil vagas captadas. Então, se for para encostar-se ao governo e arranjar dinheiro ou benefícios que seja desta forma, para a prestação de serviço realmente útil aos mais necessitados. No mais, é disputa pelo poder e verbas que só fazem bem aos que as administram.