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A fila da paciência

A fila da paciência

06/05/2013 às 02:13

Não há nada mais chato que a fila. Somos submetidos ao ritmo dos outros, quase sempre os atendentes não querem ou não conseguem fazê-la fluir e, considerando que bacana não a enfrenta, é claro que ninguém capaz de resolver se preocupa para valer. Mas, não tenho dúvidas, a fila é a coisa mais democrática do mundo. Só tem um critério: um atrás do outro - e pela ordem de chegada. Então, quando não há alternativa, resta torcer para que os colegas de espera tenham papo bom; ou, no mínimo, gostem de ficar calados. Dia desses fui comprar ingresso para o show do Elton John. Vai ser o primeiro no Mineirão reformado e a experiência foi sofrida. Com aquele mundo de dependências, instalaram o quiosque em área desértica, no meio do nada, expondo os clientes a uma combinação de concreto e sol de 40 graus. Ah, como sempre acontece quando tudo está difícil, “o sistema saiu do ar”, aumentando o castigo. Por que tinha de ser assim? Será que alguém não pensou que em janeiro ou é sol a pique ou chuva torrencial? Mas, você sabe caro leitor, quando os astros combinam de tirar a gente do sério tudo vem de uma vez. E não é que a fila estava repleta de chatos? Dou-me muito bem com os pobres e os ricos. Minha dificuldade é com a chamada classe média, não ela toda, mas, a parcela que se julga rica, importante, e precisa se afirmar... São sujeitos que precisam se exibir, então começam fazendo comparações de eventos, citam exemplos de experiências vividas no exterior, falam mal do Brasil e, sobretudo, mostram-se os mais preconceituosos... Se ainda não têm 60 anos, detonam os idosos que, dentro da lei, têm preferência para comprar ingressos; nunca viram um espetáculo no novo Mineirão, mas já preveem fracasso... E ficam ali, ao celular, ligando para o filho, a sogra, o amigo, falando alto dos planos e traçando estratégias de como conseguir comprovar que têm direito ao meio ingresso. Elton John vale a pena. Gosto dele desde os tempos em que tinha mais paciência com os novos ricos e não conhecia detalhes de obras como essa do Mineirão na qual os investidores entraram apenas com um terço do dinheiro e a garantia de que, se não entrar dinheiro o bastante para pagar as contas (e o empréstimo do BNDES) o governo põe... O nosso dinheiro!

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