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A essência é que me assusta

A essência é que me assusta

06/05/2013 às 02:13

Quem frequenta com assiduidade esse minifúndio sabe do quanto defendo a Câmara Municipal. Acho que, de todas as representações de poder, é aquela que está mais perto do povo, conhece melhor suas mazelas, sofre maior pressão do eleitorado e abriga parlamentares que espelham fielmente a sociedade. O legislativo municipal faz valer a máxima de que “cada povo tem o governo que merece”. Mas, como não tem a caneta de nomear e demitir como o executivo e nem a força das decisões de outras instâncias, como assembleias e Congresso Nacional (que aprovam projetos de interesse do Ministério Público, do Judiciário, nomeiam ministros, enfim, decidem o futuro de muita gente importante) as câmaras sofrem. Qualquer deslize e lá vem ação popular, assinada por quem não é exatamente do povo. Há outra agravante: câmaras não dispõem de verbas publicitárias; então, alguns veículos amarrados com interesses menos nobres mandam seus repórteres mais inexperientes, impacientes (e, às vezes, desrespeitosos) para pegar no pé dos vereadores. O uso de um carro, um desfile de cueca, um churrasco com amigos, qualquer coisinha errada e lá vai o vereador para as manchetes. Nós, os jornalistas, eternas passarelas por onde desfilam interesses os mais sórdidos e vaidades as mais exaltadas, deixamos de verificar o que realmente interessa: a essência. É ali que está o prejuízo maior, que pode impedir uma cidade de crescer, dificultar o atendimento à saúde ou melhorar a escola pública. Um exemplo? Estão montando as comissões permanentes, onde farão triagem dos projetos, e as escolhas não obedecem qualquer critério técnico, mas, apenas, o interesse da mesa diretora de espezinhar, ameaçar e acuar o prefeito da capital. Se quiserem incomodar Márcio Lacerda, e isto é bom para diminuir a arrogância dele, o façam claramente, não entregando a principal comissão da Casa, a de Legislação e Justiça, a Marcelo Álvaro Antônio, que só se justifica porque ele é amigo do deputado Tibé. Novato, o moço sequer é advogado. É engenheiro. A delegada vai para o Meio Ambiente, o “Bim da Ambulância” vai para a Educação, o jornalista vai para o Orçamento... Por essas e outras é que o metrô de Londres está comemorando 150 anos e nós continuamos aqui rezando para ter um de verdade...

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