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A era dos covardes II

Há um mês escrevei neste espaço que estamos vivendo a era dos covardes. Referia-me a um ato do Congresso Nacional determinando que as emendas dos parlamentares terão de ser cumpridas, obrigatoriamente.

11/09/2013 às 09:35

Há um mês escrevei neste espaço que estamos vivendo a era dos covardes. Referia-me a um ato do Congresso Nacional determinando que as emendas dos parlamentares terão de ser cumpridas, obrigatoriamente. Falava, também, das manifestações que, justas ou não, fecham avenidas fundamentais na fluidez do tráfego ou rodovias sem qualquer cerimônia. A coisa só piora. Agora, comissões de Direitos Humanos da Assembleia e da Ordem dos Advogados anunciam esforços para retirar imediatamente do xadrez os poucos detidos durante as manifestações de sábado.

Tudo o que está acontecendo é impressionante. Primeiro, como algumas dezenas de mascarados conseguiram espantar milhares e milhares de brasileiros que acabaram não indo para as ruas no dia da Independência (ou alguém duvida que foi o medo daqueles malucos que os deixou sozinhos na praça?) Eles cuspiram, hostilizaram, humilharam e até chamaram os policiais para a briga. Um deles ainda mostrou o bumbum para os policiais, ou seja, baixou as calças, uma, duas e três vezes. Outro disse, em depoimento e diante do seu advogado, que planejavam quebrar o máximo possível na Praça da Liberdade onde está se construindo um dos maiores circuitos culturais do mundo. Seis deles estavam sendo monitorados e a policia dispõe de provas de que estão mesmo se organizando para a anarquia violenta. 

Então, a policia separa os mais ferozes, o Ministério Público pede a preventiva deles e, de repente, os ditos defensores dos Direitos Humanos querem todos na rua, porque sua prisão seria ilegal. Ora, se isso acontecer, será a assinatura do atestado de óbito da autoridade em Minas. Em sei que o governador deu ordens para não reprimir, sei que o prefeito quer passar longe do assunto, os coronéis precisam manter o cargo e os soldados se sentem desprotegidos, mas, aonde vamos parar? O que será de nós quando a Copa vier e as pessoas bem intencionadas voltarem para as ruas, às centenas de milhares, criando clima ainda mais propício para esses mascarados baderneiros, infelizes, mal educados e atrevidos que encaram um oficial superior como se estivesse falando com amigo no boteco? É como diz a colega jornalista Glória Metzker: “A sociedade é que precisa se mobilizar por uma educação mais efetiva, uma conscientização  das famílias sobre a educação dos filhos, com bons exemplos; um pai como aquele que vai para a porta da delegacia dizer que um filho que agrediu policiais é inocente, perdeu a noção do seu papel de pai”.

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