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A era dos covardes

Não encontro outra definição para as reações das autoridades diante dos fatos em nosso país.

Não encontro outra definição para as reações das autoridades diante dos fatos em nosso país. Como explicar que o Congresso esteja tornando obrigatório, pelo governo, o pagamento de suas emendas eleitoreiras e garantidoras da política de pai prá filho em nossas casas legislativas? Como aceitar que algumas dezenas de moradores de Congonhas prometam para hoje mais uma interdição da rodovia 040 prejudicando milhares de pessoas que precisam chegar ao destino? Como entender a invasão dita ocupação da Câmara Municipal por jovens que fazem fogo no jardim, picham os banheiros e jogam coxinha em parlamentares?

De acordo com a Wikipédia, Covardia é um vício que, convencionalmente, é visto como a corrupção da prudência, oposto a toda coragem ou bravura. É um comportamento que reflete falta de coragem; medo,timidez, poltronice; fraqueza de ânimo; pusilanimidade ou ainda ânimo traiçoeiro.É o oposto de bravura e de coragem. É algo que te força a não tentar, a não lutar por simples medo, por indecisão, por fraqueza. É deixar de fazer algo, desistir, abandonar pela metade pela falta de confiança em si próprio.

Então, nosso congresso não faz as reformas, não acaba com o fator previdenciário e não elabora leis mais rígidas contra o crime porque é covarde, não fala com o povo, o trabalhador, e, assim, não sabe de suas dores. Fica mais fácil entender que, se os moradores da comunidade de Pires, em Congonhas, assim como outros de Neves, Santa Luzia e de todas as partes do Estado, não têm acesso às autoridades, não são respeitados, ninguém tem coragem de assumir e construir uma passarela que salve vidas; então, quando o caldo entorna, nem prefeito, nem vereador, nem deputado ou chefe do DNIT tem coragem de ir lá e desocupar a via... Covardia! Também é assim que entendo a invasão da Câmara da capital por jovens recentemente.

A ocupação de uma casa legislativa é saudável e, mais que isso, necessária, para que os eleitores acompanhem os trabalhos, a produção de cada um, discuta, defenda seus interesses... Aquela turma que ali esteve, parecendo se divertir num festival de rock, ameaçando jornalistas, jogando objetos em vereadores – no seu lugar de trabalho, dentro de uma instituição, de acordo com o Estado de Direito – é, no mínimo, sem educação e respeito às práticas democráticas. Mas, quem tem coragem de dizer isto a eles? Ano que vem tem eleição... Então, todo mundo finge de morto... Covardia!