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A era das proibições (3)

A era das proibições (3)

Como todo humano, sou fascinado com avião. Ninguém vai me explicar, mas é nunca, como aquele monte de lata sobre 11, 12 mil metros, voa sobre as nuvens, vence oceanos e desce em paz, com até 700 pessoas em seu interior, sem falar na carga. Não tenho medo de andar de avião... Acho que pela quantidade de vôos e de acidentes, é o transporte mais seguro do mundo. Mas duas coisas me chateiam: a grosseria de alguns comissários e as recentes exigências da segurança. Antigamente, o que tirava do sério era fazer uma pergunta para a aeromoça e ela responder rispidamente, como se estivesse fazendo favor. É claro que sempre houve e haverá muito chato que, no aparelho, quer fazer gracinha, incomodar todo mundo e beber até ficar tonto, para dar o vexame completo. Mas, não se pode generalizar, a maioria é humilde, está ali a serviço ou com urgência, se aperta na área econômica onde conforto passa longe, etc. De uns tempos pra cá, com o bendito atentado que aconteceu lá nos Estados Unidos, nós, que nem sabemos o que é terror, somos obrigados a comprar sacolas plásticas em aeroportos e jogar um monte e objetos pessoais fora... De xampu a creme dental, de aparador de unhas a canivete chique comprado para um amigo, nada pode. Nesse mundo de aviões supersônicos, temos mesmo de passar por isso? Ou falta motivação, interesse às autoridades para colocar, nos aeroportos, máquinas eficazes e capazes de diferenciar o que é objeto inofensivo e indispensável para quem viaja de uma bomba caseira ou atômica. É mais fácil proibir. E isso me tira do sério. Amanhã, falo da Praça da Estação e da coisa mais irritante do Brasil – os bancos, seus lucros e seus privilégios.