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A era das proibições (1)

A era das proibições (1)

06/05/2013 às 02:13

Durante essa semana, vamos refletir nesse espaço sobre algumas das muitas proibições que nos são impostas no dia-a-dia. E o que me motiva é  aquela decisão do presidente da República de enviar ao Congresso projeto que proíbe a palmada e outros castigos físicos. Não há época mais ideal para discuti-la que a Semana da Criança – até porque, meses depois, ainda acho que a legislação não revela a vontade da maioria da população. O Brasil viveu período negro em que as liberdades mais elementares foram suprimidas e, agora que a gente quer respirar de novo, exageramos na dose. Uma coisa é a tortura ou o espancamento – nesses casos, quem pratica deve ser preso e condenado e, se contra criança, especialmente a partir de alguém que tem poder sobre a mesma, há de se considerar todas as agravantes possíveis. Outra coisa é a reprimenda caseira, doméstica, baseada na experiência milenar da nossa sociedade. Claro que os tempos mudaram, óbvio que há outras maneiras de se corrigir uma criança, claro que ninguém gosta de ver um inocente apanhar. Nas poucas vezes em que dei algumas palmadas em minha primeira filha a dor minha foi maior. Com certeza. Fiquei com o coração apertado por alguns dias. Mas não me arrependo. E, mesmo sabendo que vou contrariar muita gente com minha opinião, não acho justo esconde-la. Nunca passou pela minha cabeça repetir com minhas filhas a correção nos moldes que sofri quando criança, mas, sem raiva, sobretudo sem motivações externas (falta de dinheiro, briga com a mulher, etc.) há momentos em que é preciso mostrar à criança que a gente não faz apenas o que quer. Amanhã, falaremos sobre a proibição da cerveja em estádios de futebol.

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