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A Copa das desigualdades

De Pedro de Lima Belisário recebi o texto com o título acima e que transcrevo, para nossas reflexões. E o faço, principalmente, porque ele discute algo que me incomoda, que é a tristeza e o mau humor de um povo

02/06/2014 às 12:33

De Pedro de Lima Belisário recebi o texto com o título acima e que transcrevo, para nossas reflexões. E o faço, principalmente, porque ele discute algo que me incomoda, que é a tristeza e o mau humor de um povo cuja característica principal é a alegria. Eis a íntegra:

“Estamos a poucos dias da possível revanche do Maracanazzo de 1950, a derrota fatal para os Uruguaios por 2x1 na final desse mundial. Ao contrário do ano 50 no qual a população estava entusiasmada com a construção do estádio do Maracanã, o maior do mundo para duzentas mil pessoas, hoje estamos na grande maioria apáticos, céticos e até revoltados quanto à necessidade da realização do mundial aqui em nossa terra. Não temos mais o ânimo e a alegria que tínhamos nos mundiais anteriores no qual as pessoas espontaneamente num gesto de patriotismo iam às ruas e com os seus próprios recursos decoravam-nas colorindo de verde amarelo, esticando de poste a poste as bandeirinhas que tremulavam dando um clima de vitória antecipada. A poucos dias da Copa do Mundo, a própria mídia faz seu trabalho restritamente profissional, as chamadas nas propagandas na televisão não emocionam, não têm o grito da vitória, esta tudo cinza não têm o brilho de outrora.

Quem fez isto e por quê?

Por que maltratar tanto um povo que já é sofrido de nascença, que têm na ilusão sua única esperança e em suas prioridades sociais não cabe festa de interesse político partidário. Comemorar o que? As carências públicas! Porque usar da paixão que os brasileiros têm pelo futebol o pretexto para tanta corrupção? Nunca perguntaram se queríamos esta Copa, legislaram em causa própria para contentar o interesse de uma única pessoa cercada de sua milícia. O mal já está feito. Não é com violência que devemos protestar, a única arma que temos é o voto nas eleições próximas: exerçam!

Não sejamos omissos ou covardes de nos abstermos da nossa responsabilidade como cidadãos. Ali, no silêncio e de frente a urna "confiável", olhe bem no rosto dos candidatos e com consciência escolha se devemos manter este quadro de descalabro total que aí está ou se arriscamos na possibilidade de novo governo e de uma nova proposta. Democracia se faz com alternância. O continuísmo é a ditadura de poder, monopólio de pensamento em qualquer sociedade em qualquer sistema político. No sistema político atual não existe o melhor, existe o possível. E de quatro em quatro anos vamos alternar e dar oportunidade que novos e mais qualificados cidadãos possam ter a oportunidade de participarem da vida política do país. A política é necessária na troca de ideias e na prática de sua execução, agora a politicagem é abominável. Sejamos otimistas, vamos cumprir com a nossa responsabilidade depois exercemos nossos direitos. 

O notável Rui Barbosa dizia: “Não tenho medo dos maus, tenho medo do silêncio dos bons”.

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