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A cidade sem solução

Mais e mais Belo Horizonte vai se transformando em uma cidade sem solução para os problemas que afligem seus moradores.

28/05/2013 às 06:19

Mais e mais Belo Horizonte vai se transformando em uma cidade sem solução para os problemas que afligem seus moradores. Ou alguém pensa diferente quando o assunto é saúde ou segurança pública? Existe algum cidadão satisfeito com o atendimento de emergência que tem nos postos, sejam eles da Prefeitura, do Estado ou de hospitais particulares mantidos através de planos caros? Outro assunto sem saída é a questão dos moradores de rua. Eles existem, a princípio são invisíveis – porque não queremos problema com gente que não pode nos ser útil – depois viram incomodo, às vezes transtorno gigantesco e, aí, na hora de pedir socorro, o cidadão descobre que está só.

Na última sexta-feira, o Conselho do Hipercentro da Câmara de Dirigentes Lojistas da capital chamou comerciantes para uma conversa com representantes do poder público. De bom, mesmo, só o café com suco e pão de queijo. O resto foi dentro do previsível: o coordenador do Conselho pediu socorro, dizendo que os lojistas não aguentam mais. Fora todo o desconforto com eles ali, na frente da loja, o tempo todo, há um drama de todas as manhãs quando, antes de abrir as portas têm de lavar passeios onde os ocupantes fizeram xixi e cocô.

Para Jonísio Lustosa, a situação é de total desrespeito aos que pagam impostos e precisam trabalhar ou entrar em suas residências. Jefferson Rios, da Associação de Moradores de Lourdes, e Carlos Eduardo Queirós, representante dos síndicos, assinaram em baixo, pedindo providências urgentes.

Com a palavra, o comandante do batalhão responsável pela área central, coronel Uelton Baião, disse que a situação é realmente grave e deu um exemplo: “Na operação que fizemos semana passada, na Praça Hugo Werneck, apreendemos sete menores e prendemos sete adultos, dois destes com facas, evidenciando-se que os meninos assaltam, tomam objetos das pessoas e, imediatamente, os trocam por droga, até porque pegamos um sujeito com mandado de prisão em aberto por tráfico”. O coronel lembra também que a maioria dos 23 homicídios registrados na área central no ano passado foi cometida por moradores de rua e contra moradores de rua. Mas,  lembra, sozinha a PM não dá conta.

A Prefeitura, no lugar da secretária mandou uma assessora, que repetiu o discurso de que não pode retirar à força os moradores, que o município tem políticas de qualificação profissional e elevação do nível de estudos, etc. etc. Resultado? Nenhum.

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