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A árvore da vida

A árvore da vida

06/05/2013 às 02:13

No feriado, minha filha queria ver outro filme, mas, porque muitos tiveram a mesma idéia, acabamos assistindo “A Árvore da Vida” - vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o filme aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum e expande a ótica desta rica relação ao longo dos séculos desde o Big Bang até o fim dos tempos em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.

E que surpresa agradável, que trabalho diferenciado, que nos confunde, obriga a pensar por duas horas e traz ótimas reflexões. Muito provavelmente, se tomarmos a opinião da platéia logo após cada exibição, teremos mais da metade dizendo que o filme é uma chatice, loucura ou coisa assim...

Todas as opiniões merecem respeito e lá vai a minha: bastariam as imagens do começo do mundo, as hipóteses de como nasceu a vida para valer o ingresso. Mas, espetacular mesmo é a afirmação da atriz Jéssica Chaslain, no papel da mãe que busca o equilíbrio da casa o tempo todo. Ela fala de ensinamentos de um pastor, segundo os quais a gente tem dois caminhos, o da natureza e o da graça, sendo o primeiro o da lógica egoísta e o outro ligado ao perdão, ao amor incondicional, ao apreço às pessoas e o respeito ao que nos cerca.

Não devo falar mais, sob pena de o leitor desistir de ir ao cinema, mas, após todas essas considerações, queria mesmo era relacionar “A Árvore da Vida” com o Dia dos Pais. O trabalho do diretor Terence Malick mostra de maneira desconcertante o quanto “filho de peixe, peixinho é”, ou como transferimos para nossos filhos mensagens de comportamento, não tanto com palavras, mas, principalmente, com os exemplos.

Se há algo que precisa ficar claro a cada dia para quem ousa assumir a responsabilidade de pai é a certeza de que não valerá à pena a fama, a fortuna ou toda a força do mundo sem a verdadeira amizade, o sentido mais amplo da família, a emoção no contato de pais e filhos. Se você é pai, especialmente se pretende ser, vá ver o filme e, ainda que se sinta meio perdido na maior parte do tempo (como eu) você sairá do cinema fortalecido para viver intensamente o privilégio de ser a bússola e o porto firme para formar novos (e melhores) seres humanos.

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