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A Academia ao alcance de todos

A Academia ao alcance de todos

06/05/2013 às 02:13

Quando a gente fala em Academia Mineira de Letras parece algo tão distante, quase inatingível, quem sabe virtual ou, simplesmente, uma casa de intelectuais iluminados e inacessíveis. Não é. Se você, ao passar pelo número 1.466 da Rua da Bahia, resolver entrar num casarão maravilhoso ou no moderno auditório vai encontrar um ambiente de sabedoria, sim, mas, também, de simplicidade, a começar pela broa de fubá presente em todas as reuniões – mensais – dos acadêmicos.

Depois de Vivaldi Moreira e Murilo Badaró, presidentes que modernizaram métodos e promoções, a dupla Orlando Vaz e Francelino Pereira vem sacudindo a poeira e abrindo a casa para mineiros de todas as origens. Primeiro, foi idealizado um concurso literário sobre fatos e a história do Viaduto Santa Tereza que, primeiro reuniu a geração de Carlos Drumond de Andrade, Pedro Nava e Milton Campos e, depois, os profetas do apocalípse, com Fernando Sabino, Otto Lara Rezende, Paulo Mendes Campos e Hélio Pelegrino, chegando à turma do Clube da Esquina.

Agora, preparam outro que vai estimular a leitura – sob o título “os melhores livros que eu li”, jovens de todas as idades serão chamados a opinar sobre as melhores obras que conheceram. Há um projeto vitorioso, “Bate papo com o autor”, através do qual a Academia convida os autores para lançamentos de seus livros e garante a venda dos primeiros 100 exemplares a 5 reais. No mês passado, as 4 da tarde o auditório já estava lotado para um encontro com Luiz Fernando Veríssimo que só começaria as 7h30 da noite.

Também tem vínculos com a Casa o projeto Universidade Livre, coordenado por Elizabeth Rennó. A Academia foi fundada em Juiz de Fora, no dia 25 de dezembro de 1909; transferida para Belo Horizonte em 24 de janeiro de 1915 e ganhou sede própria em 1950. É claro que não há facilidade; afinal, sabemos o quanto difundir cultura é complicado entre nós, mas, com o patrocínio de uma empresa bancam os prêmios dos concursos, com o aluguel do auditório garantem o custeio e a vida segue em frente.

É do governador Antonio Anastasia a melhor definição para nossa Casa das Letras: “A nossa Academia é um patrimônio de Minas, da nossa patriazinha, como efetivamente chamou-lhe Guimarães Rosa; ela se tornou nossa Casa, acima dos partidos, porque a sua razão política é bem maior do que a eventual ocupação do poder. É a razão que une todos os mineiros: a razão da liberdade”. Vamos prestigiar a Academia, afinal, quem conhece o passado vive melhor o presente e planeja melhor o futuro.

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