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Jogo coletivo pode ser o grande craque do Brasil no Catar

'Se a poucos anos nos referíamos ao Brasil como a seleção do Neymar, hoje ampliamos o leque'

25/03/2022 às 12:09
Jogo coletivo pode ser o grande craque do Brasil no Catar

O Brasil vai disputar a sua 22ª Copa do Mundo em 22 edições. Não há novidade ou surpresa alguma em mais uma classificação. Com outra presença confirmada no maior torneio de seleções do planeta, o debate passa a girar em torno de como o time de Tite chega ao oriente médio. Somos favoritos?

Na América do Sul a seleção brasileira foi a protagonista ao longo do último ciclo de quatro anos, tendo apenas a Argentina como sombra, principalmente nos últimos dois anos, quando o técnico Lionel Scalone finalmente fez o bom time de Messi render o esperado, inclusive ganhando a Copa América dentro do Maracanã, diante do próprio Brasil.

Se a poucos anos nos referíamos ao Brasil como a seleção do Neymar, hoje ampliamos o leque e nos referimos ao nosso escrete como o time do Tite, do Neymar, do Vini Jr., do Casemiro, do Marquinhos ou do Fred. Tite conseguiu acabar com a “Neymar dependência”, mas sem tirar do camisa 10 o protagonismo. Aliás, o Brasil chega ao Catar com alguns protagonistas, em todos os setores do campo. Goleiro, zagueiros, volantes, meia e atacantes, mas o maior deles é o jogo coletivo. Se hoje não temos a dependência de uma ou duas peças, é graças ao futebol coletivo, organizado e padronizado jogado pela seleção.

De 2018 pra cá o Brasil foi renovado em peças e no modelo de jogo. No Catar serão muitos os nomes que não estiveram na Rússia e um time mais coletivo, sem um centroavante fixo, com pontas de um contra um, que jogam fácil com a bola, mas que são fundamentais na recomposição sem ela. No Catar teremos um banco de reservas mais decisivo, com mais opções confiáveis e com poder de mudar um jogo. É uma seleção que segue com uma defesa muito forte, mas agora com um ataque muito mais rápido e móvel e com um meio de campo que defende e ataca com a mesma eficiência e qualidade.

Na seleção brasileira que vai a Copa, os laterais tem a capacidade de jogar por dentro e por fora; volantes ocupam outras posições/funções, como Fred, que contra o Chile se posicionou até mesmo como um centroavante, quando Neymar baixava para buscar a bola. O time da Copa não terá o centroavantão como base, podendo tê-lo eventualmente, dependendo do que o jogo pedir. No Oriente Médio não teremos o 10 clássico, mas teremos pelo menos três peças que podem fazer esta função. 

A seleção brasileira da Copa do Mundo de 2022 joga um futebol moderno e coletivo, sem os grandes craques de outrora, mas com um padrão que não tivemos nas últimas copas. Mesmo sem a oportunidade de jogar contra as principais seleções da Europa nos últimos anos, acho que aquilo que faltou contra França, Holanda, Alemanha e Bélgica nas eliminações passadas, desta vez o Brasil está levando na bagagem: jogo coletivo e padrão.

O Brasil não é o favorito para levantar a Copa do Catar, até porque apontar um favorito é burrice, pois a chance de errar é muito maior do que a de acertar. Mas certamente a seleção brasileira está entre as principais candidatas à conquista, ao lado de França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica e Argentina, já que a atual campeã da Europa caiu para a “poderosa” Macedônia do Norte. 

A única certeza é que em novembro a Rádio Itatiaia estará no Catar, em sua 15ª transmissão de Copa do Mundo, com a mesma dedicação, o mesmo profissionalismo e a tarefa de levar muita informação, entretenimento e emoção por meio do jornalismo que a tornou a rádio mais ouvida do Brasil em 2022. 

Edu Panzi é jornalista e comentarista esportivo na Rádio Itatiaia. Siga @edupanzi no Twitter e no Instagram

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