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De repente o Galo não ganhô

13/12/2021 às 10:22

O Atlético fez 4 a 0 em uma final de Copa do Brasil, placar e diferença de gols inéditos até então na competição. O adversário era o atual campeão da Copa Sulamericana e finalista e campeão da mesma Copa do Brasil há dois anos. Do outro lado estava o bom e organizado time que bateu o poderoso Flamengo. 

O Galo amassou os paranaenses desde o primeiro minuto, anulando a força dos alas e empurrando Abner e Marcinho pra primeira linha defensiva; não deixou Nikão, Terans e Kayser passarem do meio de campo; provocou erros seguidos na saída de bola adversária: não permitiu nenhum contra-ataque do Athletico, jogada mortal até então e que fez o badalado Flamengo vítima na semifinal. Os elogiados meio-campistas Cittadini e Erick foram obrigados a jogar apenas como volantes destruidores, já que não tinham o que, como e nem pra quem construirem. 

O Galo simplesmente anulou tudo aquilo que o Furacão apresentou de positivo na temporada e que até às 17h29 do dia 12/12/2021 era motivo de elogios por parte da imprensa especializada, e com razão. O Athletico Paranaense dos ótimos alas, da transição rápida e mortal, dos meio-campistas que destroem e constroem e dos atacantes rápidos e intensos era sim, tido como um adversário inferior tecnicamente, porém cheio de qualidades e moldado para jogar mata-mata. Era perigoso. É o que, com razão e sabedoria, afirmavam!

De repente o Galo goleou ninguém. De repente o Furacão virou só o limitado 14º colocado do Brasileirão, como se não tivesse escalado equipe reserva em alguns jogos nesta competição, priorizando as copas. De repente o time organizado passou a não existir mais. De repente foi o Athletico PR que jogou muito mal e o Atlético fez apenas mais um bom jogo. De repente o que decidiu um vareio de bola foi um pênalti. E por falar em pênalti, a frase mais dita nas mesas redondas pós-jogo foi: “eu não marcaria o penal, mas pela regra ele existiu.” Ora, então você estaria burlando a regra, cara pálida. 

De repente não foi o melhor time do Brasil que venceu o jogo, mas o ex-time organizado e preparado para vencer copas que perdeu. De repente a intensidade do Galo, a mobilização pós-festas, a genialidade do Hulk, o banco que muda e decide jogos, o meio campo que dominou os adversários durante o ano e a defesa menos vazada do futebol brasileiro foram deixados de lado e bafejados pela sorte de um jogo muito ruim do Furacão e por um penal assinalado de acordo com o que manda a regra, mas contrário ao que pensam os comentaristas. 

De repente o que mais importava no inédito vareio de bola que foi visto em uma final de Copa do Brasil, foi deixado de lado. A melhor e mais contundente atuação do melhor time da temporada no futebol brasileiro ficou em segundo plano. De repente o Galo não “ganhô”, foi o Furacão que perdeu… de repente o poste mijou no cachorro.

Edu Panzi é jornalista e comentarista esportivo na Rádio Itatiaia
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