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Campeonato Mineiro: primeira fase que vai, sinais que ficam

26/04/2021 às 09:31
Campeonato Mineiro: primeira fase que vai, sinais que ficam

A primeira fase do Campeonato Mineiro terminou exatamente da maneira que projetávamos lá no início, com o Atlético em primeiro na tabela, com boa vantagem em relação aos demais, o América à frente do Cruzeiro e com o Tombense mais uma vez representando o interior entre os semifinalistas. O resultado ficou dentro do esperado, mas o desempenho de algumas equipes chamou a atenção, para bem e para mal. São os sinais que o estadual sempre deixa!

Atlético 

Curiosamente o Galo, melhor time da fase de classificação, ao menos na tabela, é o único semifinalista que chega questionado pela imprensa e por parte da torcida. Depois de um excelente inicio atuando com reservas e treinador interino, o alvinegro caiu muito de produção, principalmente a partir da chegada de Cuca e do aproveitamento dos titulares. Tropeçou em Poços, perdeu o clássico e precisou fazer muita força para vencer alguns jogos. Não chega a ser uma crise, mas é uma cobrança pesada, que incomoda e reflete no vestiário, que o digam as declarações recentes de Hulk e Cuca.

América 

O América oscilou e os motivos são variados. Lisca começou o estadual sem algumas peças importantes, sendo obrigado a improvisar e utilizar reservas. Zé Ricardo fez falta, Juninho foi deslocado pra outra função, as laterais foram mexidas, Messias deixou o clube e Ademir segue como um ponto de interrogação. Mas no decorrer do campeonato, aos poucos a casa foi se ajeitando, com Zé Ricardo recuperando a condição física, os improvisos diminuindo e o reforço Bruno Nazário assumindo um protagonismo que era do Ademir, hoje uma boa opção de banco. O tempo de trabalho é um aliado de Lisca e pode fazer a diferença em momentos de dificuldade.

Cruzeiro 

A grande mudança, pra melhor, foi vista no Cruzeiro. Felipe Conceição rodou muito o elenco nas primeiras rodadas, tateou a equipe titular, observando reforços e determinadas peças em funções específicas, como o centroavante, por exemplo. Um processo absolutamente comum em início de trabalho técnico. Foi um começo de Mineiro preocupante, com muita dificuldade, mas que a partir da pausa forçada pela pandemia teve um cenário modificado. Conceição encontrou o time ideal, com Matheus Pereira na esquerda, Adriano e Matheus Barbosa no meio e Sóbis como um falso 9. Marcinho e Rômulo ainda disputam posição, mas já com uma equipe organizada, com padrão. Não é de encher os olhos, mas é sem dúvida o semifinalista que mais evoluiu na temporada. O que era desanimo aos poucos vai se transformando em esperança.

Favoritismo e equilíbrio 

O favoritismo do Atlético continua, apesar da desconfiança crescer a cada rodada. Cuca tem muita qualidade em mãos, com jogadores decisivos e com capacidade de decidirem um jogo. A sensação é que a qualquer momento o melhor elenco do futebol mineiro pode dar liga e embalar. Mas por enquanto, ao contrário do que acontece na Toca, o que era esperança na Cidade do Galo, aos poucos vai se transformando em desanimo. 

Já no clássico das semifinais, América e Cruzeiro certamente irão travar dois jogos mais equilibrados do que aquele que assistimos na 1ª fase, com o Coelho sendo bem superior e vencendo a Raposa com autoridade. As duas equipes chegam mais encorpadas, organizadas e o Cruzeiro vivendo seu melhor momento nos últimos dois anos. Difícil apontar um favorito no confronto e a vantagem de jogar por dois resultados iguais que o América leva por ter terminado à frente na tabela pode ser um fator decisivo diante de tanto equilíbrio. Será um excelente teste para Lisca e Conceição e no momento não consigo apontar um favorito.

Sinais

Os sinais deixados pelo estadual são importantes e muito claros. O Cruzeiro está no caminho certo dentro de campo e Felipe Conceição é o grande responsável pela evolução. No América, Lisca tem um elenco enxuto tecnicamente (para a Série A), mas aos poucos vai se reinventando sem Messias e Ademir e com bons reforços, como Bruno Nazário. No Galo, pela grandeza, dificuldade e pressão por resultados nas competições que irá disputar na temporada, a situação momentânea preocupa. Coletivamente ainda não aconteceu e individualmente só vai entregar resultado quando o coletivo passar a funcionar. Ainda há tempo para todos os três melhorarem, mas um tempo cada vez mais curto.

Que venham as semifinais do Campeonato Mineiro e que vença aquele time que jogar o melhor futebol, independentemente dos nomes, da camisa ou do favoritismo.

Fotos: Estevão Germano / América | Gustavo Aleixo/Cruzeiro | Pedro Souza / Atlético  | Montagem Itatiaia

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