Edilene Lopes

Coluna da Edilene Lopes

Veja todas as colunas

Zema sobe o tom e critica sindicalistas dizendo que não faz 'rachadinhas' como gestão anterior

20/07/2020 às 04:35
Ouça na Íntegra
00:00 00:00

O número de casos da covid-19 na Assembleia Legislativa pode ser o dobro do atual, segundo o presidente da casa, deputado Agostinho Patrus (PV), que concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia nesta segunda-feira. Até agora, quatro parlamentares testaram positivo para a doença. A última foi a deputada Laura Serrano (Novo) no sábado (18). Apesar de as votações terem sido realizadas de forma remota, com poucas pessoas trabalhando presencialmente, ao todo são 17 casos confirmados na casa, incluindo de servidores. Temendo a expansão da doença, a ALMG resolveu manter o recesso parlamentar de julho e retomar a discussão da reforma da Previdência em agosto. 

Votação em agosto? 

O presidente da ALMG acredita que a reforma será votada em agosto, conforme havia previsto, mas não descarta a possibilidade de o debate se estender um pouco mais, caso algum setor da casa queira prolongar a discussão. As sugestões apresentadas pelos servidores foram encaminhadas para o governo do estado e um dos pontos mais criticados é a alíquota previdenciária extraordinária, a mais, que pode ser cobrada quando a situação financeira do estado for extremamente crítica. Ouça a entrevista exclusiva com o presidente da Assembleia Legislativa aqui

Alteração do prazo

O secretário municipal de Planejamento de Belo Horizonte, André Reis, confirmou a notícia dada em primeira mão, aqui na coluna Em Cima do Fato, de que o Ministério da Economia sinalizou que o prazo legal para aprovação da reforma da Previdência nos estados e municípios será prorrogado de 31 de julho para 31 de dezembro e que a PBH “não trabalha com outra data” e conta com a prorrogação, já que o debate foi atrasado por causa da pandemia do novo coronavírus. 

Temor do governo

O governo continua trabalhando com o prazo de agosto e, temendo que a discussão da reforma se arraste, já começou uma ofensiva para tentar garantir a data. Nesta segunda-feira, o governador Romeu Zema fez na página dele, no Instagram, uma live, com o secretário de Planejamento, Otto Levy, e de Governo, Igor Eto, para defender a reforma. Neste ano, a previdência mineira terá déficit de R$ 19 bilhões e a argumentação de Zema é que a reforma vai tornar as contas públicas sustentáveis. A reforma já foi feita para os servidores civis, da iniciativa privada, para os servidores federais e falta o funcionalismo público mineiro. 

Subiu o tom 

Na live, Zema subiu o tom. Ele disse que tem fama de não gostar de servidor, mas rebateu que quem não gostava era o governo passado. Afirmou ainda que o servidor “se acostumou a escutar mentira e a gostar” e que quem falava mentira era o último governador, se referindo à Fernando Pimentel.  E completou: “Vamos parar de acreditar no canto da sereia”. O governador disse ainda que “a reforma é igual a morte, se ela não acontecer agora, vai acontecer mais adiante”, caso contrário servidores podem começar a ficar sem receber, como ocorreu no Rio de Janeiro.

Recado endereçado 

Ao alfinetar o governador Fernando Pimentel, o recado de Romeu Zema tem endereço certo e são os parlamentares do Partido dos Trabalhadores e da oposição que estão contrários a vários pontos da reforma da Previdência e podem atrasar a votação na Assembleia. O tom da live também parece ter sido uma resposta a um vídeo publicado no final de semana por um sindicato, afirmando que argumentação para a defesa da reforma não é verdadeira, e que viralizou entre servidores. 

Rachadinha

Durante a live, claramente irritado, Zema falou, sem citar nomes, que sindicalistas, quando estavam sendo prejudicados no governo passado, não levantaram a mão porque recebiam privilégios e o governo “podia dar emprego para um punhado de gente da turminha deles”. Segundo Zema, esse pessoal que estava acostumado com esse “tipo de rachadinha” é  que está dando do contra agora. 

Apoio da indústria

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flavio Roscoe, é um dos defensores da reforma da Previdência e que não se furta à oportunidade de falar sobre o tema, nem a entrar nas polêmicas trazidas pelo debate. Segundo ele, o Estado não existe apenas para pagar salário e previdência de servidor, mas deve se tornar mais sustentável para poder investir e estimular a economia. Roscoe é contra a estabilidade no serviço público. Ele defende que o funcionário público que se sair mal deve ser demitido, como acontece na iniciativa privada.

O presidente da FIEMG também é a favor da reforma tributária nacional, mas acredita que o ideal seria realizar uma reforma administrativa antes, para reduzir o tamanho do estado. Em entrevista ao nosso podcast nesta segunda, ele literalmente abriu o jogo.  A entrevista, na integra está disponível, no Itacast, site da Itatiaia. 

E hoje tem live Abrindo o Jogo no instagram da @itatiaiaoficial com o juiz Haroldo Dutra Dias, autor do livro a Bussola e o lema que faz reflexões sobre:  Quem nunca se questionou sobre qual rumo seguir? Ou até mesmo qual o sentido de sua existência? Será que tenho seguido sua melhor rota?

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    De 18 casos identificados no Brasil, dois resultaram em morte

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Pais revelam alívio pela imunização e segurança na eficácia das vacinas

    Acessar Link