Edilene Lopes

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Zema se encontra com Bolsonaro; acordo com a Vale é apelidado de 'meia-entrada'

23/10/2020 às 04:35

O governador Romeu Zema deve ir à Brasília na semana que vem, provavelmente na segunda (26), e deve se reunir com o presidente da República Jair Bolsonaro e com vários ministros. Informação em primeira mão aqui na coluna em Cima do Fato. A viagem, pelo menos por enquanto, não aparece na agenda oficial do governador, mas de acordo com fontes em Brasília é certa a ida do governador mineiro. 

O relacionamento do governo Federal com o governo de Minas, com a indústria mineira e a bancada de deputados federais também vai bem, haja vista a vinda frequente de integrantes do primeiro escalão de Bolsonaro para reuniões na Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) e para agendas com o próprio Romeu Zema. 

Nesta semana, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, esteve na capital e prometeu ao governo mineiro que o dinheiro para a linha 2 do metrô está garantido e que não há exigência de que o valor seja usado como contrapartida na concessão da administração do transporte para terceiros. 

Vinda de recursos, privatizações, Nióbio, reforma administrativa, todos esses assuntos devem passar pelas pautas de reuniões do governador em Brasília.

Acordo com a Vale 

A polêmica do momento aqui em Minas é o acordo que pode ser feito entre a Vale, o estado e as instituições jurídicas. A audiência de conciliação que começou ontem terminou sem acordo e uma próxima audiência foi marcada para o dia 17. O Ministério Público Federal, Estadual, a Defensoria e a Advocacia Geral do Estado haviam feito uma proposta anterior estimando a indenização, ao estado como um todo, em R$ 54 bilhões.

No entanto, a Vale chegou à audiência pedindo esclarecimentos para 9 pontos, que foram discutidos ontem e alguns serão aprimorados até a audiência que ocorrerá logo depois da eleição, no dia 17.

Um dos pedidos da Vale foi a extinção das ações contra a Vale, que os órgãos não concordaram em retirar e elas seguirão tramitando mesmo após o acordo, se ele ocorrer, assim como as ações criminais e as individuais movidas pelas famílias das vítimas. Inclusive, movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens, reclamaram que não foram chamados para a audiência de ontem, que discutiu o que deve ser recebido pelo estado.

Carteirinha de cinema 

O governador Romeu Zema disse, nessa quinta (22), em entrevista à Itatiaia, que prefere receber “x” agora do que “3x” muito depois, ou seja, que prefere receber um valor menor agora do que um valor maior daqui a alguns anos. Zema também disse que é o executivo que vai decidir como o dinheiro será usado e que parte será aplicada em algumas grandes obras já estabelecidas, em todo o estado, como os hospitais regionais.  

Essa foi a reposta do governador a uma polêmica que está fervendo entre os deputados, principalmente da oposição de que o governo do estado aceitaria receber metade do valor total estimado, que é de R$ 54 bilhões. Para os parlamentares, a quantia interessa ao governo porque R$ 21,5 bilhões seriam oportunos para a realização de obras na segunda metade de um governo quebrado, o que poderia ajudar, inclusive, em uma reeleição. Nos bastidores, os deputados apelidaram o que seria a intenção de receber a metade de “meia-entrada”, “carteirinha cinema para estudante”. 

Denúncia 

O deputado federal Rogério Correia (PT) chegou a fazer um ofício para o procurador geral do Ministério Publico, Antônio Sérgio Tonet, pedindo para que o valor do acordo não seja drasticamente reduzido reclamando da falta de participação dos atingidos, da Assembleia Legislativa e até da definição dos termos e dos valores do acordo. O parlamentar, junto com a deputado estadual Beatriz Cerqueira (PT) pede também que a negociação seja suspensa até que todos tomem conhecimento do que está sendo tratado. 

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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