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Zema deve sancionar projeto do acordo com a Vale até quarta-feira

Até quarta-feira (21) o governador Romeu Zema (Novo) deve sancionar o projeto de lei do acordo com a Vale. A sanção não foi feita nesta segunda (19) e pode não ser nesta terça (20) porque, antes de realizá-la, Zema submeteu o texto aprovado na Assembleia Legislativa (ALMG) à avaliação das partes que assinaram o acordo judicial, que ressarce o Estado pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho. O trâmite é meramente protocolar. 

Ordens de serviço

As informações de bastidores são de que não haverá qualquer veto e de que até o fim do mês o governo estadual pode divulgar a lista das primeiras ordens de serviço que serão dadas. Algumas delas devem sair primeiro, como a recuperação integral da rodovia que vai de Pavão a Águas Formosas, no Vale do Mucuri, que já tinha até ordem de início.

ALMG e Zema de férias 

A Assembleia entra em recesso nesta segunda-feira (19) e volta em agosto. Zema também deve tirar alguns dias de descanso. Nesse sábado (17), ele saiu do Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda, e foi para Araxá, no Triângulo Mineiro. Nesse período, ele continua despachando, inclusive sancionando e vetando projetos.

Projeto da OS deve ser vetado

Um projeto que deve ser vetado é o do deputado estadual Professor Cleiton (PSB) que proíbe a utilização de Organizações Sociais (OS) para gestão de serviços públicos nas áreas de saúde, educação e segurança.

Não pode falar que não é político

Apesar da relação desgastante que Zema tem com a ALMG e do erro que cometeu de não aceitar a aproximação do presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), lá atrás, no segundo turno da eleição de 2018, quando Adalclever Lopes (MDB), que era a terceira via apoiada pelo parlamentar perdeu, o governador tem seguido, dentro dos objetivos dele, o caminho certo.

Zema está atraindo empresas para o Estado, enfrentou o trágico rompimento da barragem em Brumadinho no primeiro mês de governo e, na metade do mandato, conseguiu arrancar R$ 37 bilhões de indenização da Vale, o que o governo passado não fez no caso de Mariana. Agora, a 1 ano e 3 meses da eleição, anunciou que volta a pagar o salário do funcionalismo em dia até o fim do mandato. Na candidatura à reeleição, se tem uma coisa que Zema não poderá falar é que não é político. 

Fundo eleitoral: sanção ou veto?

Recém-recuperado, o presidente Jair Bolsonaro volta a Brasília com a missão de sancionar ou vetar o Fundo Eleitoral dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ele já disse que a culpa por triplicar o valor de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões é do deputado federal Marcelo Ramos (PL), vice-presidente da Câmara. Se vetar, é guerra com muitos parlamentares; se sancionar, é decepção para o povo. Para ser coerente, Bolsonaro teria que barrar o aumento. Abram as apostas.

Vaga no STF

Outra questão que o presidente terá que administrar é a resistência de alguns senadores ao nome indicado por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF), o do advogado-geral da União André Mendonça. O próprio Mendonça já procurou parlamentares de oposição para ser reunir e tentar mostrar que não será um radical de direita. Mas os ânimos ainda precisam ser acalmados.

Voto impresso e tensão

Bolsonaro precisa da cooperação de outros poderes para governar, e permanece tensionado a corda. A insistência no voto impresso e na desconfiança das urnas é um dos pontos de atrito. Inclusive, no dia 1º de agosto tem mais um protesto em todo Brasil, inclusive em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras. Se não distensionar, esse país vai virar um caos até a próxima eleição.

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