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Liderando CPI e extinção da BHTrans, Gabriel Azevedo pavimenta caminho para concorrer à PBH em 2024

Zema anuncia fim de parcelamento dos salários; oposição quer saber origem do recurso

A segunda metade do mandato do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), está intensa. Conforme adiantado na Rádio Itatiaia, o chefe do executivo anunciou o fim do escalonamento do salário dos servidores públicos estaduais, que depois de cinco anos e meio recebendo parcelado, vão receber, a partir de agosto, de forma integral. 

Segundo Zema, isso será feito até dezembro de 2022, quando termina o primeiro mandato dele. Um dos motivos da regularização, segundo o governador, foi a venda da folha de pagamento dos servidores para o Itaú, que fez entrar nos cofres públicos R$ 2,4 bilhões. Atualmente, o pagamento é feito via Banco do Brasil.

Oposição afirma que governo já tinha dinheiro em caixa

Esse anúncio, muito pode fazer bem à imagem de Zema, um ano antes da eleição, mas também vai causar polêmica. Entidades que representam auditores fiscais, deputados da oposição e representantes dos prefeitos estão reafirmando, como está fazendo há meses, que o governo já tinha condição de ter normalizado o pagamento dos salários antes e não o fez. 

Inclusive, o ‘Assembleia Fiscaliza’, realizado do dia 02 de julho, teve a última reunião suspensa antes da hora porque o deputado Ulysses Gomes (PT) queria que a Secretaria de Fazenda mostrasse o saldo das contas do governo, que, segundo ele, teria um acúmulo de cerca de R$ 8 bilhões.

Segundo o deputado petista, a manchete certa para o anúncio do fim do parcelamento deveria ser: “encurralado pela Assembleia Legislativa por esconder saldo bancário e bilhões em caixa, Zema resolve regularizar salários de servidores”, sugeriu Ulysses Gomes, que disse que vai insistir para que o governador mostre o saldo e explique porque estaria acumulando dinheiro.

Posição de destaque em BH

Não se assuste se o vereador Gabriel Azevedo (Sem partido) for candidato à prefeitura de Belo Horizonte em 2024. Expoente no cenário nacional, político inovador, Azevedo está pavimentando o caminho dele para a próxima eleição municipal. 

Esse processo está sendo feito com o trabalho que ele tem feito na CPI da BHTrans e com a liderança do processo que vai extinguir a empresa, que há anos vem sendo criticada pelos belo-horizontinos. 

Uma coisa é certa: Azevedo vai cumprir o atual mandato inteiro (significa que ano que vem não vai tentar nenhum a vaga); ele não vai disputar a reeleição para o cargo de vereador; e não será candidato a vice na eleição municipal. Quando questionado sobre candidatura à chefia do executivo municipal, ele não nega e nem confirma. 

Kalil

Caso o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), saia candidato ao governo de Minas no ano que vem, ele precisa se afastar em definitivo do cargo. Nesse caso, assume o vice-prefeito Fuad Noman. Gabriel Azevedo, viria como candidato à prefeitura em 2024. 

Aliás, as pesquisas de intenção de voto internas encomendadas por partidos e entidades têm mostrado Kalil vencendo em BH e RMBH e Zema vencendo no interior do Estado. 

Apoiadores de Kalil, acreditam que a chance de ele - que é menos conhecido no interior- crescer e ter boa aceitação é grande. Zema, que não é bobo, tem feito a lição de casa para reforçar a predileção de seu eleitorado. 

Além de viagens constantes ao interior, ele tem anunciado – agora, na segunda metade do mandato - os bons feitos da gestão, como o pagamento do salário em dia. 

Instagram: @reporteredilenelopes
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