Edilene Lopes

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Uma semana, três polêmicas: entenda o que ocorreu na Cemig nos últimos dias

14/01/2021 às 05:38

Os últimos dias têm sido de polêmicas envolvendo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig): substituição de quadros de chefia, investigação de irregularidade em licitação e, em função disso, afastamento da cúpula da superintendência de suprimentos e investigação sobre uma suposta mudança de sede.

Esse turbilhão de informações em poucos dias fez a empresa ficar no foco da imprensa nacional nesta semana. Diante desse cenário, alguns servidores e opositores do governo afirmam que a estatal coloca em curso um processo de privatização e aparelhamento da própria estrutura, o que a companhia nega.

Vamos nos debruçar sobre a polêmica, ponto a ponto.

1- Cemig autoriza contratação de profissionais do mercado para compor até 40% das posições de liderança.

No fim do ano passado, o Conselho de Administração da Cemig autorizou a contratação de profissionais do mercado para compor até 40% das posições de liderança. Segundo a empresa, o objetivo é ter profissionais mais preparados e melhorar a prestação do serviço. No início desta semana, 11 profissionais com cargos de chefia foram substituídos.

De acordo com a Cemig, os planos para os que saírem dos cargos é realocação interna ou oferta de adesão a um plano de demissão voluntária. No comunicado aos colaboradores, cujo print está abaixo, a companhia afirma que as mudanças não comprometem as oportunidades de carreira das “pratas da casa” e que o bom desempenho sempre terá prioridade.

Servidores que conversaram com a Itatiaia acusaram a empresa de “aparelharem a máquina”, gerando uma espécie de cabide de empregos de indicados e de colocar em curso um processo de privatização em que peças do mercado são levadas para dentro da estrutura para ter acesso a informações privilegiadas.

A empresa nega e afirma que a modelagem de privatização da Cemig não leva em consideração qualquer passo como esse. 

2- Cemig afasta corpo gerencial da área de Suprimentos e Logística

Na mesma data da substituição dos 11 postos gerenciais de áreas diversas, coincidentemente, segundo a Cemig, a empresa soube de uma investigação do Ministério Público (MP) sobre uma suposta irregularidade em licitação da área de Suprimentos e Logística e afastou o superintende e quatro gerentes.

De acordo com a companhia, o afastamento preventivo nada tem a ver com a substituição dos 11 postos de comando que está dentro das deliberações tomadas pelo conselho no ano anterior.

3- MP abre investigação para apurar suposta mudança de sede da Cemig

No dia seguinte, terça-feira (12), a Cemig soube de outra investigação aberta pelo Ministério Público, para apurar uma suposta mudança de sede para São Paulo e a contratação do escritório Lefosse sem licitação.

À coluna, a Cemig explicou que, como uma das maiores comercializadoras de energia livre do Brasil, que vende energia elétrica a clientes de outros estados, principalmente São Paulo, a empresa planeja abrir um escritório na capital paulista, e não mudar a sede da empresa para lá.

Sobre a contratação do escritório sem licitação, a estatal afirma que precisava contratar um escritório — para finalidade não divulgada —, que fez uma cotação com cinco grandes empresas do setor e que venceu, por preço e qualidade, o Lefosse. Além disso, que o questionamento estaria ocorrendo porque o diretor jurídico da Cemig, Eduardo Soares, já foi sócio desse escritório, mas que ele se desligou antes de assumir o cargo de chefia na Cemig.

Nota da Cemig

“A Cemig esclarece que, quanto à contratação de profissionais de mercado para posições de liderança (superintendentes e gerentes), o Conselho de Administração da Cemig aprovou, em outubro passado, a alteração de uma regra interna, para permitir a contratação de profissionais de mercado, em até 40% nos cargos de liderança, o que é permitido por lei”.

“A Cemig esclarece que o afastamento em caráter preventivo do superintendente e de quatro gerentes da Superintendência de Suprimentos e Logística, todos funcionários de carreira da empresa, foi motivado por denúncia recebida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que requisitou informações à Companhia. O MPMG decretou sigilo do inquérito. A Cemig, em observância aos rigorosos controles a que está sujeita, investigará as denúncias recebidas e cooperará com o MPMG”.

Mudando de assunto...

Como adiantamos que poderia ocorrer, professores de escolas particulares reivindicam o retorno de aulas presenciais só depois da vacina. Eles pedem, também, a inclusão da categoria e de alunos nos grupos prioritários de imunização. Já os gestores de escolas particulares organizam para sexta-feira (15) uma carreata pela volta às aulas, sem exigir a vacina. Será que a pressão dos professores para voltar só depois fará o governo a acelerar o processo de vacinação?

ABC da Política

As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no ABC da Política, para consulta e compartilhamento no Instagram @reporteredilenelopes.

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