Edilene Lopes

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Troca de comando da PM, mudanças na comunicação do governo e mais da investigação das fake news

28/05/2020 às 04:50

O comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, Coronel Giovanne Gomes, foi convidado pelo governo federal para chefiar a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), responsável por ações de combate ao coronavírus no Brasil. Para o lugar dele, estariam sendo cotados o chefe do Gabinete Militar e Coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues; o comandante do Policiamento da Capital, coronel Eduardo Felisberto, e o Comandante de Aviação do Estado, coronel Frederico Geraldo Ferreira. O Comandante da Terceira Região Militar, coronel Antônio Balsa, também estaria entre os cotados.  

A saída, que ainda não foi oficializada, acontece em momento delicado para as forças de segurança em todo o Brasil, já que o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de ajuda aos estados, mas vetou o trecho que permitia reajuste para servidores. Eles terão salários congelados e proibição de mecanismos que possam aumentar a despesa com pessoal, o que afeta quinquênios e a avaliação de desempenho a cada cinco anos e gera reajuste de até 10%. As proibições valem também para as áreas da saúde, educação e garis que seriam as outras categorias consideradas exceção para o congelamento de salários. O presidente da República, ao vetar o trecho, segundo o que corre nos bastidores de Brasília, teria aceitado a condição colocada pelo ministro Paulo Guedes, sob pena de ele sair do governo.

A contrapartida é defendida, publicamente, pelo governador Romeu Zema (Novo). A medida não afeta a recomposição de 13% em Minas, de acordo com o governo, mas retarda a conquista de outros direitos garantidos.

Coronel Giovanne é bem quisto e respeitado pela tropa, considerado um comandante que presa pelos militares, que ficaram revoltados com o veto de Bolsonaro. Em entrevista à Itatiaia, o deputado sargento Rodrigues (PTB) tinha dito, em ocasião anterior, que impedir o reajuste seria um tiro do presidente no coração de sua base eleitoral, os servidores da segurança. 

Debandada

Somente nos últimos meses, temendo perda de diretos por causa da reforma da Previdência e desse veto, que se concretizou, centenas de militares entraram com pedido de aposentadoria e, com isso, pode haver um vácuo de servidores para ocupar postos de comando, além de um déficit geral no quadro de funcional que conta com cerca de 38 mil militares. Uma reunião entre os comandos das forças de segurança de Minas é realizada neste momento para esclarecer e divulgar o que muda com o veto. 

Mudanças na comunicação

Também houve mudança na equipe de comunicação do governo. O subsecretário de comunicação, Roberto Bastianetto, deixa o cargo que será ocupado pela Superintendente de Imprensa, Amália Goulart. A Superintendência, por sua vez, será chefiada por Fernando Junqueira, que, atualmente, é o assessor chefe da Secretaria de Planejamento Gestão. Bastianetto permanecerá na estrutura do governo. Procurado pela coluna Em cima do fato, o governo ainda não se posicionou nem oficializou nenhuma das duas mudanças. Ambas as informações, foram veiculadas em primeira mão pela Itatiaia

Operação contra fake news 

E as repercussões da operação da Polícia Federal contra investigados por disseminação e financiamento de fake News, notícias falsas e por propagação de discursos de ódio e ataques a instituições democráticas não param. O ex-deputado federal, Roberto Jefferson, presidente Nacional do PTB e delator do mensalão, fez um post do twitter que viralizou em todo o Brasil, acusando o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição e defendendo intervenção militar. Em entrevista à Itatiaia ele, que foi um dos alvos da investigação e fez recentemente posts contra o próprio STF, disse que não tem medo do STF e criticou a operação. 

Ao longo das investigações, laudos técnicos demonstraram que um grupo produz e dissemina as informações falsas, sempre seguindo o padrão de tipos de mensagens e periodicidade. Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais de 16 investigados. Segundo ele, é “necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

ABC da Política 

Fake News – informações ou histórias falsas comumente criadas para influenciar opiniões políticas. 

*as definições de palavras do dia a dia da política, que citamos aqui na coluna Em cima do fato, você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no instagram @reporteredilenelopes
 

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